Direito Direitos Humanos

02/08/2018 | domtotal.com

Protestos no Chile contra libertação de condenados por crimes na ditadura

A libertação 'vira as costas ao direito internacional e violenta tremendamente aqueles que lutaram para cimentar o nunca mais'.

Portando fotos de pessoas desaparecidas, ativistas protestam do lado de fora da Suprema Corte do Chile contra a libertação de seis militares e um policial da ditadura de Pinochet.
Portando fotos de pessoas desaparecidas, ativistas protestam do lado de fora da Suprema Corte do Chile contra a libertação de seis militares e um policial da ditadura de Pinochet. (AFP)

Familiares de vítimas da ditadura de Augusto Pinochet e ativistas de direitos humanos protestaram nessa quarta-feira contra a decisão da Suprema Corte de libertar sete condenados por crimes contra a humanidade.

Dezenas de pessoas segurando fotografias de vítimas da ditadura se manifestaram fora do edifício da Suprema Corte em Santiago, acusando a autoridade judicial de ter favorecido "a impunidade" depois de conceder liberdade condicional a seis militares e um policial reformados, que cumpriam diferentes condenações em dois presídios da capital chilena.

"A Suprema Corte chilena não somente fez vergonha, tornando-se cúmplice da impunidade, como descumpriu tratados internacionais e isso é gravíssimo", disse Lorena Pizarro, presidente do Grupo de Familiares de Detidos Desaparecidos.

A libertação "vira as costas ao direito internacional e violenta tremendamente aqueles que lutaram para cimentar o nunca mais", indicou um comunicado do grupo.

Na terça-feira, a Suprema Corte do Chile acolheu vários recursos e concedeu a liberdade condicional a agentes da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) condenados por violarem os direitos humanos.

Segundo a Corte, os militares reformados cumpriam os requisitos legais e não havia impedimentos para lhes dar esse benefício.

Todos os beneficiados cumpriram grande parte das condenações, requisito essencial para ter direito à liberdade condicional, mas os grupos de direitos humanos afirmam que eles jamais se arrependeram por seus atos ou demonstraram vontade de colaborar na solução dos processos.


AFP

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