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08/12/2018 | domtotal.com

Três retratos pulsantes do Brasil

Diversas entre si, essas ficções colocam na tela diferentes retratos do Brasil.

O Beijo no Asfalto aborda o preconceito - a peça foi publicada em 1960, há 58 anos, portanto.
O Beijo no Asfalto aborda o preconceito - a peça foi publicada em 1960, há 58 anos, portanto. (Divulgação/ adorocinema.com.br)

Estão em cartaz neste final de semana, quatro novos filmes brasileiros - um documentário, Henfil e três ficções. Duas delas são adaptações de teatro - Rasga Coração, de Jorge Furtado, da peça de Oduvaldo Vianna Filho, e O Beijo no Asfalto, de Murilo Benício, baseado em Nelson Rodrigues. A terceira é Tinta Bruta, da dupla Márcio Reolon/Filipe Matzembacher, que recebeu dois prêmios importantes no Festival de Berlim, em fevereiro, o Teddy Bear, o chamado Urso de Ouro gay, e o prêmio das associações europeias de cinema de arte e ensaio.

Diversas entre si, essas ficções colocam na tela diferentes retratos do Brasil. Rasga Coração transforma o conflito político em familiar, pai e filho divididos por suas crenças. O Beijo no Asfalto aborda o preconceito - a peça foi publicada em 1960, há 58 anos, portanto.

Decorrido todo esse tempo, é como se o mundo tivesse feito um looping e voltado ao mesmo ponto/momento em que o dramaturgo escreveu seu texto.

Apesar das leis em defesa da cultura da diversidade, o ódio e a violência contra gays estão mais fortes que nunca. É o tema também de Tinta Bruta - a degradação das cidades, a solidão urbana. É Porto Alegre, mas poderia ser São Paulo. O Brasil (real) pulsa nessas ficções.


Agência Estado

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