Cultura

14/12/2018 | domtotal.com

Navegar é preciso

Persistência resumiria o batido do 18 que vem findando em alegria de satisfação, do trabalho frutificado pelo esforço coletivo.

Rio, território estendido do risco ao riso, do glamour ao estupor, do êxtase ao despudor.
Rio, território estendido do risco ao riso, do glamour ao estupor, do êxtase ao despudor. (Eleonora Santa Rosa)

Por Eleonora Santa Rosa*

Meu MAR é um mar de amor, remédio para todo tipo de dor, invertendo o final do belo refrão de Paulinho da Viola.

Pessoalmente, ano intenso, de desafios imensos, em dimensões múltiplas, demandando o uso do aprendizado de uma vida em doses máximas de concentração, superação e crença.

Persistência resumiria o batido do 18 que vem findando em alegria de satisfação, do trabalho frutificado pelo esforço coletivo, compartilhado e usufruído por muitos.

Aprender com as artimanhas do destino, com as voltas que o mundo dá e que a vida te leva em rumo desenhado no tempo devido, sem antecipação ou atraso.

Sorte lançada não ao acaso, mas ao dado preciso de tempo lugar, de semeadura a ser feita, de terreno fértil em propulsão de ideias e horizontes.

Rio, território estendido do risco ao riso, do glamour ao estupor, do êxtase ao despudor, do sublime ao terror do sobressalto da frágil vida posta à prova no transe cotidiano das diferenças, em fratura exposta pela miséria violenta do paraíso infernal, sedutor, caudaloso, desigual.

Rio de muitas navegações, porto abissal inaugural de vida nova de muitos, de esperança ensolarada em novas bandeiras de descobrimento de si.

Navegante em mar revolto, de   saída de terra férrea,  experimento de viagem por novo horizonte descortinado em MAR aberto, em fina sintonia com tarimbado navegador de poesia, de muitos mares de descobrimento.

Na suave tarde na janela expandida da memória e da expectativa do porvir, vem à boca os belos eternos versos de Pessoa e seu magnífico ‘Os Colombos’:

“Outros haverão de ter
O que houvermos de perder.
Outros poderão achar
O que, no nosso encontrar,
Foi achado, ou não achado,
Segundo o destino dado.
Mas o que a eles não toca
É a Magia que evoca
O Longe e faz dele história.
E por isso a sua glória
É justa auréola dada
Por uma luz emprestada.”

Eleonora Santa Rosa - ex-secretária de Estado da Cultura de Minas Gerais, diretora executiva do Museu de Arte do Rio – MAR.

EMGE

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