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11/01/2019 | domtotal.com

João de Deus e esposa são indiciados por porte ilegal de arma

Investigação foi baseada nas buscas e apreensões realizadas na residência do médium nas cidades goianas de Abadiânia e Anápolis.

O médium está preso desde 16 de dezembro sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável.
O médium está preso desde 16 de dezembro sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável. (Cesar Itiberê / Fotos Públicas)

A Polícia Civil de Goiás indiciou nessa quinta-feira (10) o médium João de Deus e sua esposa, Ana Keyla Teixeira, pelo crime de porte ilegal de arma. A investigação foi finalizada nesta quinta-feira e foi baseada nas buscas e apreensões realizadas na residência do médium nas cidades goianas de Abadiânia e Anápolis após o surgimento das primeiras denúncias de assédio sexual.

De acordo com a delegada Karla Fernandes, responsável pelas investigações envolvendo João de Deus, em Goiânia, o médium também foi indiciado por crime sexual, supostamente cometido em 2016, contra uma mulher que mora atualmente em São Paulo.

Karla também informou que outros três inquéritos que estavam em andamento serão arquivados por extinção de punibilidade, quando o acusado não ser mais punido porque a conduta prescreveu.

O médium está preso desde 16 de dezembro sob a acusação de violação sexual mediante fraude e de estupro de vulnerável, crime que teria sido praticado contra centenas de mulheres. O Ministério Público de Goiás, que formou uma força-tarefa para cuidar do caso, recebeu mais de 330 denúncias de abuso sexual contra João de Deus de diversos estados brasileiros e do Distrito Federal.

Na quarta (9), a juíza Rosângela Rodrigues dos Santos, da Justiça de Abadiânia (GO), aceitou a primeira apresentada pelo Ministério Público contra o médium pelos crimes de estupro de vulnerável e violação sexual.

 Após o recebimento da denúncia, o advogado Alberto Toron, representante de João de Deus, disse que ainda não foi notificado da decisão, mas que confia na Justiça. 


Agência Brasil

EMGE

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