Meio Ambiente

12/02/2019 | domtotal.com

Lama da Vale destruiu área equivalente a 2.432 piscinas olímpicas, mostra satélite

'Essas imagens ajudam também no monitoramento de toda a área que a Vale vai ter que recuperar'.

Na imagem feita quatro dias após a tragédia é possível verificar toda a área diretamente afetada na cidade
Na imagem feita quatro dias após a tragédia é possível verificar toda a área diretamente afetada na cidade (Santiago & Cintra Consultoria)

Por Rômulo Ávila
Repórter Dom Total

Os rejeitos de lama da Vale seguem rumo à represa de Três Marias deixando para trás um rastro de destruição. Imagens de satélites mostram que os 12,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos da barragem da Mina Feijão devastaram 3.040.000 m² (304 hectares) somente em Brumadinho, na Grande BH, local do rompimento ocorrido em 25 de janeiro. A extensão da área engolida pela lama corresponde a 2.432 piscinas olímpicas.

Além de provocar centenas de mortes (muitas pessoas ainda estão desaparecidas), a lama de rejeitos destruiu vegetação nativa, nascentes, plantões, fazendas e tudo que estava no caminho. Quase 20 dias após o crime socioambiental, equipes de resgate tentam encontrar 155 desparecidos.  As fotos do monitoramento via satélites foram feitas pela Santiago & Cintra Consultoria, empresa especializada nesse tipo de trabalho e com experiência na tragédia de Mariana, ocorrida em novembro de 2015.

“Essas imagens ajudam também no monitoramento de toda a área que a Vale vai ter que recuperar após o desastre, como ocorreu em Mariana”, explica Maurício Schiavolin, diretor da empresa.

A extensão da área devastada calculada pela empresa é maior que a destruição prevista pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF). Dados preliminares divulgados após o rompimento indicavam devastação de 269,84  e 290,14 hectares, respectivamente.

Reuters/Adriano MachadoReuters/Adriano MachadoRegistros captados pelos satélites em 24 de janeiro, um dia antes da tragédia, mostram a região com toda infraestrutura, como barragens, pátio de mineração, centro administrativo e moradias próximas ao Córrego do Feijão e Rio Paraopeba.  Já na imagem feita quatro dias após a tragédia é possível verificar toda a área diretamente afetada na cidade.  

O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em 5 de novembro de 2015, destruiu diretamente 2.000 hectares, causando impacto 6,6 vezes maior em relação ao de Brumadinho. No entanto, o rompimento da barragem da Mina do Feijão deixou, até o momento, 165 mortos e 155 desaparecidos.

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