Economia

12/03/2019 | domtotal.com

De veículos para ostentar a carros voadores, o luxo do Salão de Genebra

Genebra é terreno fértil em propostas que vão de adaptações de veículos de pura ostentação aos supercarros, passando por modelos voadores.

O modelo Pininfarina Battista é exibido à imprensa no Salão do Automóvel de Genebra em 5 de março de 2019
O modelo Pininfarina Battista é exibido à imprensa no Salão do Automóvel de Genebra em 5 de março de 2019 Foto (AFP/Arquivos)
E o exemplar único já foi vendido a um colecionador anônimo por 16,7 milhões de euros, impostos incluídos.
E o exemplar único já foi vendido a um colecionador anônimo por 16,7 milhões de euros, impostos incluídos. Foto (Newspress)

Lugar predileto de exibição das marcas de luxo, o salão do automóvel de Genebra é terreno fértil em propostas que vão de adaptações de veículos de pura ostentação aos supercarros, passando por modelos voadores.

No primeiro corredor da exposição, quem dá as boas-vindas é o novo "Battista" da Pininfarina: 1.900 cavalos e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de dois segundos.

"É o primeiro 'hypercar' [supercarro] completamente elétrico", explica um encarregado de vendas do fabricante italiano.

O veículo de 2 milhões, do qual só foram produzidas 150 unidades, foi concebido para verdadeiros apaixonados por carros, diz um representante da marca.

A alguns metros dali, a empresa holandesa Pal-V exibe sua máquina híbrida - metade carro, metade avião - de 500.000 euros. O veículo lembra um besouro, com asas abertas sobre o teto. Circula a 160 km/h no máximo e pode - ou melhor, poderá - subir a um máximo de 3.500 metros.

Embora já seja possível fazer encomendas antecipadas, o veículo ainda não está homologado para voar. As primeiras unidades serão entregues "no ano que vem", promete a empresa. Mas antes de você já se imaginar sobrevoando avenidas engarrafadas, primeiro terá que tirar brevê de piloto.

- Ouro 24 quilates -

Mais tradicionais são as caminhonetes modificadas pela Okçu Automotive. Estes veículos Mercedes Classe V pretos, com vidros escurecidos, têm um luxuoso interior.

"Nossos clientes são, sobretudo, homens de negócios, mas também alguns chefes de Estado e celebridades", afirma o diretor da empresa, Savni Okçu.

"Em algumas cidades, o trânsito é uma loucura, e eles usam estes carros como seu escritório móvel", explica.

O interior é recoberto de uma madeira fina e amplos assentos de couro de primeira linha. O minibar e a TV vêm integrados.

"Segundo a demanda, pode-se oferecer também couro de cobra ou de jacaré", diz Okçu, enquanto mostra os acabamentos em ouro e pedras preciosas encrustadas em uma série especial disponível por 250.000 euros.

"Não há limites neste negócio", acrescenta.

O stand da Eadon Green, um nome desconhecido, expõe três veículos de linhas estranhas, em estilo neo-retrô inspirado nas marcas francesas dos anos 1930. A produção do primeiro modelo ocupou o fundador, o inglês Felix Eaton, durante cinco anos.

Este amante do design, frustrado por não encontrar no mercado um carro ao seu gosto, decidiu criar o seu próprio e mandá-lo fabricar com um chassis moderno de Rolls-Royce, ao preço de 2,5 milhões de libras (2,9 milhões de euros).

- Modelo único -

"Poderia construir outro se houver alguém disposto a pagar 3 milhões de libras, mas acho que será único no mundo", disse à AFP. Eaton ainda não tem clientes, mas espera convencer alguns apaixonados a investir pelo menos 800.000 libras (cerca de 940.000 euros) por um modelo único e personalizado.

"Você pode acrescentar nele diamantes, por exemplo, ou tudo o que imaginar".

A admiração pelos carros exclusivos inspirou uma estratégica de marketing da marca francesa Bugatti, que celebra seus 110 anos em Genebra.

Esta filial do grupo Volkswagen, que produz pequenas séries de "hypercars" esportivos dos mais exclusivos, apresenta um exemplar "único": a Voiture Noire (o carro negro), "o carro mais caro do mundo".

Concebido em homenagem ao modelo 'coupé' Type 57 SC Atlantic, do final dos anos 1930, este superesportivo tem potência de 1.500 cavalos.

E o exemplar único já foi vendido a um colecionador anônimo por 16,7 milhões de euros, impostos incluídos.


AFP

EMGE

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