Brasil Política

17/03/2019 | domtotal.com

Maquiavelismo tupiniquim

O Brasil como nação, e o povo brasileiro, nunca valeram nada para os radicais por opção.

Ajudem ao Brasil e ao seu povo
Ajudem ao Brasil e ao seu povo (Miguel Schincariol / AFP)

Por Evaldo D' Assumpção*

Havia optado por não mais escrever contestando o que a mídia em geral – com honrosas exceções – tem publicado contra o governo Bolsonaro. Esperava que, com o fechamento das cortinas sobre as eleições de 2018, nas quais o atual presidente saiu vitorioso – no contrapé dos institutos de pesquisa, dos doutos comentaristas políticos, e especialmente das ilusões e sonhos de uma noite de verão, que depois se tornaram em pesadelo para a esquerda corrupta do Brasil – seus adversários se acalmassem, num utópico espírito democrático. 

Esperava sim, oposição forte por parte deles, mas não uma insana enxurrada de falsas notícias, de desonestos pinçamentos de frases e palavras dos pronunciamentos do presidente e de seus auxiliares, numa vergonhosa atitude de quem foi derrotado e surrado, mas ainda insiste acreditar ser o “dono” do povo brasileiro, especialmente dos mais humildes e semianalfabetos, sempre utilizados como sua massa de manobra. Tudo à custa das esmolas a que davam nomes pomposos, ignorando a máxima chinesa que diz para não dar o peixe, e sim a vara para pescar, depois de ensinar a utilizá-la. Eles preferiram dar-lhes o peixe já pronto (piabinhas, na verdade) por ser mais fácil, mais barato, mais alienador, e, portanto, mais corruptor. Tudo com o aval dos grandes grupos que usufruíam, a “mano larga”, das bilionárias maracutaias, que um dia a Lava Jato lavou e levou.

Mas não! Como deixar de lado um manancial tão generoso que transformou, num passe de mágica, um operário, seus familiares e seus asseclas em grandes milionários? Como abandonar a doce ilusão do poder quase total, só para proporcionar ao povo condições para se tornarem livres e independentes? Era melhor mantê-lo na escravidão, disfarçada de programas sociais. Era melhor continuar dando aos grandes grupos, especialmente os midiáticos, lucros fabulosos pelas publicidades, e pela miopia total para com os impostos não pagos, a cada ano mais volumosos.  

O Brasil como nação, e o povo brasileiro, nunca valeram nada para os radicais por opção, e para os discípulos da doutrinação gramsciana, e outros gurus assemelhados. Para eles, o importante agora é detonar o governo de Bolsonaro, abrindo novas esperanças para o rejeitado socialismo que espoliou nosso país por tantos anos. Esperam, com isso, voltar a ocupar as gordas tetas como da Petrobrás, do BNDES, e das empreiteiras, sempre generosas em propinas para quem lhes permita alcançar lucros astronômicos, ainda que ilegais. Agem como se estivessem no trem bala (imaginado pela Dilma, e que já consumiu alguns milhões), e por não gostarem do maquinista, torcem para que o trem descarrilhe e se arrebente todo. Ou como o jardineiro que serra o galho da árvore, sentado na ponta que vai cair.

Alguns fatos motivaram-me a voltar a esse tema. Coisas como a tão cobrada identificação dos assassinos da vereadora carioca, que a mídia oportunista cobrava insistentemente, como se uma investigação policial fosse feita nos moldes dos filmes hollywoodianos: um super detetive, um super-herói, e em 24 horas todos os bandidos estão na cadeia. Finalmente, após um ano de intensa e cuidadosa investigação para não deixar brechas, como provas frágeis que permitiriam aos bandidos escaparem do justo castigo, a esquerda foi incapaz de reconhecer o trabalho exemplar da polícia. Passaram a cobrar, com a mesma virulência, quem foram os mandantes. Como se os policiais não estivessem muito bem empenhados também nessa procura, e com a mesma cautela. Mas não ficaram só nisso. 

Na fúria contra o presidente, aproveitaram a coincidência do assassino morar no mesmo bairro onde Bolsonaro tem a sua residência, para começarem as insinuações maliciosas sobre o fato. Com certeza se não fosse no mesmo bairro, chamariam a atenção para o fato de morarem na mesma cidade do Rio de Janeiro, no mesmo país, quiçá no mesmo planeta Terra. Até um possível antigo namoro do filho do Bolsonaro com a filha do assassino, já está sendo focalizado, com insinuações sutis como um elefante dançando dentro de uma cristaleira. É o caso de se perguntar: o que tem uma coisa a ver com a outra?

Outro episódio foi a chacina na escola de Suzano, em SP. Fizeram a conta exata de quanto tempo o presidente levou para se manifestar a respeito: absurdas seis horas! Como se exercer a presidência de um país com o tamanho e os problemas do Brasil, deixasse sua autoridade máxima permanentemente disponível para se manifestar, na hora, diante de qualquer fato. Os eternos mastins, constantemente mordendo o calcanhar do presidente, não se contentaram com as manifestações de ministros e autoridades a quem caberia essa manifestação imediata, e o fizeram. O importante era sugerir um imaginário desinteresse do presidente.

O mais curioso é que todas as coisas positivas já realizadas pelo governo atual – e que não são poucas – raramente ganham um pequeno espaço nos noticiários. E quando isso acontece, sempre aproveitam para inserir alguma crítica ou censura, ao que foi feito.

Concluo fazendo um apelo a todos: por favor, deixem o governo governar! Ajudem ao Brasil e ao seu povo, já que a má vontade com o presidente é total, a superar tantas dificuldades herdadas dos governos anteriores, hipocritamente declarados como defensores dos marginalizados, mas cujas ações privilegiaram quase que exclusivamente a eles mesmos, e aos seus apaniguados. Não será com críticas destrutivas, notícias falsas, frases pinçadas indecentemente nas falas governamentais, que contribuirão para o bem do país e dos brasileiros. E, menos ainda, para um hipotético retorno dos alijados, que só merecem um destino: a cadeia, com devolução dos bilhões que desviaram dos cofres públicos, de escolas e hospitais. 

*Evaldo D' Assumpção é médico e escritor

EMGE

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