Direito

05/04/2019 | domtotal.com

Prisão de Ghosn no Japão segue até 14 de abril

Ele foi preso novamente nessa quinta-feira, um mês depois de ter sido libertado, devido a novas suspeitas de sonegação financeira.

Segundo o procurador local, o ex-executivo foi preso porque havia um risco de destruição de provas.
Segundo o procurador local, o ex-executivo foi preso porque havia um risco de destruição de provas. (Benoit Tessier/Reuters)

Um tribunal de Tóquio decidiu nesta sexta-feira que o ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, permanecerá detido até 14 de abril, após a sua nova prisão, por suspeita de sonegação fiscal. A Corte Distrital da capital japonesa informou que aceitou o pedido apresentado pela promotoria para estender a detenção do executivo e determinou que o período de privação de liberdade vá até o dia 14 de abril.

Ghosn voltou a ser detido nessa quinta-feira por novas suspeitas de sonegação financeira. A detenção ocorreu apenas um mês depois de o executivo ter sido libertado e um dia depois de ter anunciado no Twitter uma coletiva de imprensa para 11 de abril. 

O ex-executivo foi preso desta vez devido à existência de um "risco de destruição de provas", declarou o procurador adjunto Shin Kukimoto. Ghosn havia saído da prisão - sob fiança - em 6 de março, acusado de três crimes por declarações inexatas de rendimentos entre os anos 2010 e 2018 em documentos que a Nissan entregou a autoridades financeira.

Agora, é suspeito de ter usado a reserva do presidente executivo da Nissan para realizar transferências de dinheiro a um distribuidor de veículos da Nissan em Omã. Segundo uma fonte próxima ao caso, parte deste dinheiro teria sido usado para comprar um barco de luxo para Ghosn e sua família. A novela envolvendo Ghosn, 65 anos, começou em 19 de novembro, com a prisão do então poderoso presidente da aliança automobilística Renault-Nissan-Mitsubishi Motors.


AFP

EMGE

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