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08/04/2019 | domtotal.com

Shows do domingo superam expectativas

Outra surpresa do início do domingo foi o show da cantora Letrux. A vocalista dedicou a canção Que Estrago às mulheres: "A todas as mulheres, mesmo. Abaixo a transfobia".

Gratas surpresas permearam os três dias de festival, mas o domingo foi o dia que contou com mais apresentações de inesperado sucesso.
Gratas surpresas permearam os três dias de festival, mas o domingo foi o dia que contou com mais apresentações de inesperado sucesso. (Tiago Queiroz / ESTADÃO CONTEÚDO)

Um dos grandes baratos de ir a um festival de música é, além de prestigiar as bandas que já se gosta, entrar em contato com artistas que não são tão conhecidos. Gratas surpresas permearam os três dias de festival, mas o domingo foi o dia que contou com mais apresentações de inesperado sucesso.

O dia começou com o show da banda paulistana E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, que levou ao palco Onix uma performance focada em seu único álbum, Fundação, lançado em 2018, com algumas faixas mais antigas, de EPs e singles anteriores. Como a banda é totalmente instrumental, a aura introspectiva das músicas não permite que o público cante junto, mas foi mais do que suficiente para quem queria conhecer uma banda diferente em um festival com tantos nomes populares.

A também paulistana Luiza Lian fez seu primeiro show no festival e priorizou o setlist de seu novo disco, Azul moderno, lançado em 2018. Além da faixa-título, o público apreciou a voz doce da cantora em músicas como Iarinha e Pomba Gira do Luar. No palco, estavam apenas Luiza e um operador de mesa de som, a quem ela mesma apelidou de "meu homem-banda" durante o show.

No palco eletrônico, Pontifexx deu as boas vindas para uma plateia que se avolumou muito rápido, a partir das 13h. O tempo claro, mesmo sem sol, muda bastante esse espaço, que trabalha com muitas luzes e fumaça. Mas Pontifexx trabalhou duro e provou que poderia estar também no horário nobre.

A dupla francesa The Inspector Cluzo chegou como uma incógnita ao palco Onix e saiu certamente com muitos fãs a mais na conta. Ainda pouco conhecido no Brasil, o duo composto por Laurent Lacrouts e Mathieu Jourdain faz uma mescla honesta de gêneros, do rock ao jazz, com bastante groove e uma guitarra afiada. A sonoridade crua e enérgica com forte influência de blues agradou um público diverso, que ainda estava se aquecendo no início da tarde e foi crescendo, atraído pelo estilo dos dois. "Isso é um show de rock and roll tocado sem nenhum computador", alfinetou Lacrouts por mais de uma vez durante a apresentação.

Com uma mensagem de respeito à natureza e sustentabilidade, a performance podia ir de um fraseado lento de blues a uma explosão de hard rock em um segundo. No fim, Lacrouts começou a desmontar a bateria de Jourdain durante uma longa música instrumental, uma peça por vez, até sobrar apenas a caixa e o bumbo. E encerraram o show literalmente vendendo camisetas e produtos de merchandising aos fãs.

Outra das gratas surpresas do início do domingo foi o show da cantora Letrux. A vocalista, cujo nome de batismo é Letícia Novaes, dedicou a canção Que estrago às mulheres: "A todas as mulheres, mesmo. Abaixo a transfobia". Outras músicas apresentadas foram Amorium, Ninguém perguntou por você e Flerte revival, que fazem parte do primeiro disco solo da artista.


Agência Estado

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