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09/04/2019 | domtotal.com

Crivella pede para a população ficar em casa e fala em falta de ajuda do governo federal

Prefeito do Rio de Janeiro concedeu entrevista coletiva nesta manhã dando um panorama de como está a cidade após o temporal que causou três mortes.

Chuva forte no Rio de Janeiro provoca deslizamentos de terra, interdita várias vias e causa mortes.
Chuva forte no Rio de Janeiro provoca deslizamentos de terra, interdita várias vias e causa mortes. (DANIEL CASTELO BRANCO/Agência Estado)

A chuva não para no Rio de Janeiro e o prefeito Marcelo Crivella (PRB) pediu, em entrevista coletiva, para que a população evite sair às ruas. Além da grande quantidade de chuvas em curto período de tempo, Crivella disse que a falta de investimento "histórica" na cidade e a falta de ajuda do governo federal colaboram para os estragos.

A cidade que entrou em estado de crise e, até o momento, três mortes foram confirmadas. Diversas vias da cidade foram interditadas e há alagamentos em todas as regiões da capital.

"Temos milhares de famílias morando em áreas de risco, temos todos os rios e lagos poluídos, 11 mil quilômetros de estradas que precisam ser asfaltadas, 750 mil bueiros entupidos", discursou o prefeito, que alega falta de recursos. "Nossas parcerias com o governo federal, nesse primeiro ano de governo Bolsonaro, praticamente pararam", sustentou, afirmando que até mesmo contratos que foram assinados no ano passado, na gestão de Michel Temer, dependem de autorização do atual governo para serem colocados em prática.

A força da água causou o desabamento de mais um trecho da Ciclovia Tim Maia, que liga o Leblon, na zona sul, à Barra da Tijuca, na zona oeste. Desta vez, a parte que caiu fica próxima ao bairro de São Conrado. O desabamento ocorreu por volta das 22h, quando a via já estava fechada. Desde que foi inaugurada, em 2016, a estrutura já sofreu quatro desabamentos. O mais grave deles ocorreu logo após a inauguração, quando uma ressaca no mar derrubou uma parte da pista, matando duas pessoas.

Aulas suspensas

As aulas da rede municipal de ensino foram suspensas. "Decretamos feriado nas escolas e pedimos para que ninguém que não precisa saia às ruas. As chuvas que caíram são anormais, nenhum de nós esperava um volume desses", disse Crivella durante entrevista no Centro de Operações Rio (COR).

Crivella informou ainda que as regiões mais afetadas foram as zonas sul e oeste, e que deslizamentos graves só foram observados no morro da Babilônia, no Leme. Segundo ele, 785 pontos da cidade estão sem luz e algumas das principais vias da cidade foram fechadas por segurança, como a Grajaú-Jacarepaguá e o Alto da Boa Vista.

Ainda de acordo com o prefeito, cinco mil funcionários do município estão nas ruas na manhã desta terça trabalhando para minimizar os estragos causados pela chuva. Crivella diz acreditar que a situação irá se normalizar nas próximas horas, mas ainda insistiu para que a população evite sair às ruas - e, caso isso seja necessário, que utilize o transporte público.

O governador do Estado, Wilson Witzel (PSC), decretou ponto facultativo na região metropolitana do Rio e cancelou sua agenda externa, enquanto as aulas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também foram suspensas.

Sirenes

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), disse na manhã desta terça-feira, 9, que a prefeitura irá rever o protocolo para acionamento de sirenes nas favelas da cidade. O sistema - que alerta os moradores para o risco de deslizamento quando há fortes chuvas - não evitou que duas pessoas morressem soterradas no Morro da Babilônia, na zona sul, na noite de Segunda-feira (8).

"Sem dúvida esse incidente na Babilônia vai nos fazer rever essa situação", disse o prefeito. "Vamos estudar, nesses lugares críticos, diminuir ainda mais o índice pluviométrico, para tentar remediar problemas."

As sirenes são acionadas quando o índice pluviométrico atinge 45 milímetros, acima do que caía no morro no momento do deslizamento. Segundo Crivella, choveu 39 milímetros em uma hora no Morro da Babilônia.

EMGE

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