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12/04/2019 | domtotal.com

'Exército não matou ninguém', diz Bolsonaro sobre morte de trabalhador que teve carro metralhado

Capitão do Exército, presidente Jair Bolsonaro classifica com incidente execução de trabalhador.

'Incidente' citado por Bolsonaro resultou na prisão de nove militares do Exército
'Incidente' citado por Bolsonaro resultou na prisão de nove militares do Exército (Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) quebrou o silêncio sobre a execução do músico Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, na tarde do domingo (7). O trabalhador estava no carro da família que foi metralhado por 80 tiros disparados por militares do Exército, no Rio de Janeiro. Apesar de o fato ser grave, o presidente, assíduo no Twitter para comentar assuntos diversos, só falou sobre o 'incidente' nesta sexta-feira (12), após questionamento da imprensa durante inauguração do aeroporto de Macapá. Para o presidente, o Exército "não matou ninguém" e a instituição não pode ser acusada de ser "assassina".

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"O Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de assassino. Houve um incidente. Houve uma morte. Lamentamos ser um cidadão trabalhador, honesto", afirmou.

No último domingo, dez militares dispararam contra um veículo em Guadalupe, zona norte do Rio, que supostamente foi confundido com um automóvel em que estariam criminosos. No carro estavam o músico e sua família. Evaldo morreu no local e duas pessoas ficaram feridas. Nove militares foram presos. 

"Está sendo apurada a responsabilidade. No Exército sempre tem um responsável. Não existe essa de jogar para debaixo do tapete" afirmou Bolsonaro.

Na terça-feira (9), o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, tinha dado a única declaração em nome da Presidência: "O presidente confia na Justiça militar, no Ministério Público militar e, a partir desse pressuposto, ele identifica e solicita até dentro da possibilidade, já que há independência de poderes, que esse caso seja o mais rapidamente elucidado", afirmou o porta-voz.


Agência Estado/ Redação

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