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18/04/2019 | domtotal.com

Desabamento de prédio: bombeiros entram no sétimo dia de buscas e mortes chegam a 20 no Rio

Corpo de uma mulher foi localizado nesta quinta-feira em região dominada pela milícia. Dezesseis prédios serão demolidos.

O Corpo de Bombeiros busca por pelo menos três desaparecidos nos escombros.
O Corpo de Bombeiros busca por pelo menos três desaparecidos nos escombros. (Centro de Operações do RJ)

Os bombeiros resgataram na manhã desta quinta-feira (18) o corpo de uma mulher dos escombros dos prédios que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. Com isso, o número de mortos no desastre chega a 20 pessoas. Oito pessoas ficaram feridas. 

O Corpo de Bombeiros busca por pelo menos três desaparecidos nos escombros. Os dois prédios desabaram na manhã de 12 de abril.

Os edifícios não tinham autorização da prefeitura e tiveram suas obras embargadas em novembro do ano passado. A Polícia Civil investiga agora os responsáveis pela obra e pela venda dos imóveis.

Nessa quarta, dois corpos foram resgatados pelos bombeiros nos escombros. Ainda não há identificação oficial das vítimas, que foram levadas para o Instituto Médico Legal, mas a reportagem apurou que seriam de um homem e uma mulher.

O resgate segue com lentidão porque é feita manualmente, sem uso de britadeiras e máquinas pesadas pois ainda há esperança de achar sobreviventes. Cães farejadores que estiveram no resgate das vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho (MG) estão ajudando no trabalho.

Pelo menos dez pessoas ficaram feridas no desabamento dos prédios, que ocorreu três dias depois de a região da zona oeste ter sido duramente castigada por uma tempestade. Três pessoas seguem internadas, duas mulheres em CTI, em estado grave, e uma criança em estado "estável, porém delicado".

Os dois prédios que desabaram ficam numa região dominada pela milícia - o grupo paramilitar que explora vários negócios em comunidades carentes do Rio. A exploração imobiliária irregular é um dos principais negócios da milícia. Os prédios que caíram, como muitos outros na região, foram erguidos e comercializados irregularmente.

Com o encerramento do trabalho dos bombeiros, haverá a implosão de pelo menos 16 prédios do Condomínio Figueiras do Itanhangá. Três deles ficam próximos aos prédios que desabaram e teriam já sua estrutura afetada. Os demais também foram construídos irregularmente. A prefeitura ofereceu cadastro no programa Minha Casa Minha Vida às famílias desabrigadas.

Policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca) e da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) querem responsabilizar criminalmente os responsáveis pela tragédia. Uma das empresas intimadas a depor seria a Gaúcha New Construtora Consultoria Planejamento e Projetos LTDA, citada em uma ação civil pública, conforme reportagem do jornal O Globo.


Agência Brasil e DomTotal

EMGE

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