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23/04/2019 | domtotal.com

Estado de gângsters

O CNA continuou com suas práticas de corrupção e liquidação de inimigos.

Em seu livro, ele revela que o atual presidente do CNA, Ace Magashule, da turma de Zuma, tem o objetivo de se candidatar a presidente nas próximas eleições, após a saída de Ramaphosa.
Em seu livro, ele revela que o atual presidente do CNA, Ace Magashule, da turma de Zuma, tem o objetivo de se candidatar a presidente nas próximas eleições, após a saída de Ramaphosa. (Reprodução)

Por Lev Chaim*

Estava a comer uma maçã com o estômago vazio, de acordo com as informações que a minha irmã me havia fornecido, de que fruta com o estômago vazio fazia milagres contra doenças, inclusive contra o câncer, quando bati os olhos num artigo do jornal holandês NRC Handelsblad, com o seguinte título: Práticas mafiosas no coração do CNA (Congresso Nacional Africano, do saudoso líder carismático, Nelson Mandela).

Ele relatava a reação de oficiais desse partido sul-africano ao livro recém-lançado naquele país, que fala sobre as práticas mafiosas que ainda perduram dentro do CNA, mesmo após a deposição forçada do presidente Jacob Zuma, por atividades corruptas. O livro, “Estado de Gângsters”, de 330 páginas, escrito pelo jornalista Pieter-Louis Myburgh, revela que após a queda de Zuma e a subida ao poder do atual presidente, Cyril Ramaphosa, nada mudou realmente. O CNA continuou com suas práticas de corrupção e liquidação de inimigos. 

O autor denomina de ilusão o pensamento de que com a queda de Zuma, no ano passado, havia se colocado um fim à delapidação da economia do mais forte Estado do Continente Africano, a África do Sul. Segundo revela-se ali, tudo continua como antes e avalia-se que foram roubados do Estado mais de um bilhão de euros (lembrando que um euro equivale a R$ 4,46, cotação de alguns dias atrás). Logo após a sua nomeação como presidente, Ramaphosa criou uma série de comissões para investigar os casos de corrupção no partido, inclusive as praticadas pelo ex-presidente Zuma. “Esqueça”, escreve o autor do livro, “tudo continua e pode piorar ainda mais”.

Em seu livro, ele revela que o atual presidente do CNA, Ace Magashule, da turma de Zuma, tem o objetivo de se candidatar a presidente nas próximas eleições, após a saída de Ramaphosa. Ele descreve essa perspectiva com as seguintes palavras: “Meus Deus, se você pensava que Zuma era ruim para o país...você não viu nada ainda”. Myburgh revela ainda que a subida ao poder de Magashule, há muitos anos, foi circundada por fraudes políticas e práticas mafiosas de assassinatos de pessoas. A sua teia de corrupção revelada no livro cita malas e malas, lotadas de dinheiro, recebidas de homens de negócios do país, na compra de influência no governo.

Antes desse livro, já se falava na corrupção avassaladora de membros do partido CNA, tanto é que muitas vezes, eu mesmo, ao escrever o nome do nosso mitômano maior de todos os tempos, o Lula, sempre digitava ‘Lula Zuma’. Após o lançamento deste livro, que colocou a verdade da corrupção dentro do partido na rua, já não vou mais escrever ‘Lula Zuma’, mas sim, ‘Lula Magashule’, cuja prática corrupta abjeta se assemelha realmente às praticas dos piores momentos das piores quadrilhas de mafiosos de todo o mundo, tal qual o PT. Logo após o lançamento desse livro, no início da semana passada, o CNA fez um apelo para que trouxessem o maior número possível de exemplares para queimá-los numa grande fogueira. Let’s burn it.

Logo após este apelo, milícias do CNA entraram em livrarias da cidade de Johannesburg, rasgaram páginas dos livros que estavam nas prateleiras e os jogaram no chão e depois fugiram antes da polícia chegar. O autor, que viria  fazer uma apresentação oficial do livro numa das livrarias da cidade, teve que se esconder, temendo essas milícias mafiosas do CNA. Pois é meu caro leitor, ao escrever o que ocorre por lá, fui constantemente remetido à política brasileira, à quadrilha do PT e associados, que roubaram os cofres do país e ainda continuam com seus vassalos brigando para não largarem o osso e para não serem presos pela Lava Jato. É por isso que escrevia Lula Zuma e, a partir de agora, escreverei ‘Lula Magashule’. Basta de criminosos.

*Lev Chaim é jornalista, colunista, publicista da FalaBrasil e trabalhou mais de 20 anos para a Radio Internacional da Holanda, país onde mora até hoje. Ele escreve todas as terças-feiras, para o Domtotal.

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