Brasil Política

11/05/2019 | domtotal.com

Deputado pelo PSL, Coronel Tadeu ataca recriação de ministérios: toma-lá-dá-cá

Partido do presidente Bolsonaro não apresenta uniformidade neste começo de governo.

Deputado do PSL diz que governo pratica o toma-lá-dá-cá
Deputado do PSL diz que governo pratica o toma-lá-dá-cá (Marcos Corrêa/PR)

Na contramão das manifestações feitas nesta semana pela liderança do PSL na Câmara, o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) afirma que a maioria dos parlamentares da legenda posicionou-se de maneira contrária à recriação dos ministérios das Cidades e da Integração Nacional e afirmou que a medida faz com que fique "declarado o toma-lá-dá-cá" no governo do presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que um grupo de parlamentares da sigla levou esse posicionamento ao presidente, em um encontro reservado.

De acordo com o parlamentar, não haveria objeção ao desmembramento de pastas caso houvesse o entendimento de que é de fato necessário desafogar o Ministério do Desenvolvimento Regional do ponto de vista administrativo. No entanto, ele afirmou que a decisão ocorreu em um "momento muito estranho" e em meio a pressões do chamado Centrão por cargos no governo.

"Nesta semana, surgiu a possibilidade de recriação de dois ministérios. Nesse ponto, eu e o PSL fomos contrários a esse tipo de comportamento. Porque fica declarado um toma-lá-dá-cá", afirmou o parlamentar, reconhecendo que houve uma contrapartida em troca de apoio no Congresso, tendo em vista a votação da MP 870 - que trata da reforma administrativa - e da reforma da Previdência. "Essa contrapartida não caiu bem no PSL. Por que isso neste momento? Porque a gente sabe que há uma pressão em relação à Comissão Especial da Previdência", emendou.

"O partido (PSL) está contrário mesmo a essa decisão. Não acho que é o melhor momento para criar um ministério sem a menor necessidade. E por que condicionar isso a outro assunto que não tem nada a ver, que é a reforma da Previdência?", continuou. "Não queremos que transpareça para a população que o presidente Bolsonaro cedeu e agora está disposto a fazer o toma-lá-dá-cá. Isso é horrível para o governo. Aprova-se a Previdência, no entanto a imagem do governo cai em total descrédito. É isso que não queremos."

Armas

O deputado também comentou a assinatura do decreto que flexibilizou o porte de armas, assinado nesta semana por Bolsonaro. Sobre o entendimento de que haveria pontos inconstitucionais no texto, o parlamentar disse não compartilhar dessa avaliação. Ele apontou como exemplo de um dos "benefícios" trazidos pelo decreto a flexibilização do porte em áreas rurais.

Citando especificamente o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ele apontou a necessidade de reação a invasões de propriedades em que há depredação do patrimônio. "Isso não vai mais acontecer. Entrou na minha propriedade, então se prepara para eu defender a minha vida, da minha família e a minha propriedade."

EMGE

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