Cultura

21/05/2019 | domtotal.com

Aos 74 anos, Chico Buarque é o ganhador do Prêmio Camões 2019

Compositor, dramaturgo e romancista é o 13º brasileiro vencedor do mais importante prêmio da literatura de língua portuguesa em 20 anos da honraria.

Chico já escreveu livros como Estorvo, Benjamim, Budapeste, Leite Derramado e O Irmão Alemão
Chico já escreveu livros como Estorvo, Benjamim, Budapeste, Leite Derramado e O Irmão Alemão (Reuters)

O cantor, compositor e escritor brasileiro Chico Buarque ganhou o Prêmio Camões 2019. O anúncio foi feito nesta terça-feira (21) no Rio de Janeiro, após uma reunião na sede da Biblioteca Nacional. Chico é o 13º brasileiro a levar a honraria, que premia escritores lusófonos pelo conjunto da obra com 100 mil euros.

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O vencedor foi escolhido por uma equipe de seis jurados indicados pela Biblioteca Nacional do Brasil, pelo Ministério da Cultura de Portugal e pela comunidade africana. São eles os portugueses Clara Rowland e Manuel Frias Martins, os brasileiros Antonio Cicero Correia Lima e Antônio Carlos Hohlfeldt, a angolana Ana Paula Tavares e o moçambicano Nataniel Ngomane. O Prêmio Camões dá a seus vencedores a quantia de 100 mil euros.

Chico Buarque já havia vencido, em 2010, o Jabuti, principal prêmio literário brasileiro, pelo seu romance Leite derramado, em 2006, com Budapeste, e em 1992, com Estorvo.

Embora sua carreira musical seja a mais proeminente, Chico já escreveu peças de teatro, como Roda viva, Gota d'água, Calabar e Ópera do malandro, e os livros Estorvo, Benjamim, Budapeste, Leite derramado e O irmão alemão.

O prêmio

O primeiro vencedor do Prêmio Camões foi o escritor português Miguel Torga (1907-1995), em 1989. O primeiro autor brasileiro a ser eleito foi João Cabral de Melo Neto (1920-1999), no ano seguinte. Em 1991, o moçambicano José Craveirinha (1922-2003) se tornou o primeiro escritor africano a receber a premiação. Já a primeira mulher a ser galardoada foi a brasileira Rachel de Queiroz (1910-2003), em 1993.

Ao todo, um angolano, dois cabo-verdenses, dois moçambicanos, 12 portugueses e 12 brasileiros receberam a honraria. Em 2006, o luso-angolano José Luandino Vieira se tornaria o segundo representante de Angola, depois de Pepetela, a ganhar o Camões, mas recusou o prêmio por, na época, estar há 30 anos sem escrever.

O último brasileiro a vencer o Prêmio Camões foi Raduan Nassar, autor dos dois clássicos Lavoura arcaica e Um copo de cólera, eleito em 2016. Além dele, os brasileiros ganhadores do Camões são: João Cabral de Melo Neto (1990), Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1994), Antonio Candido (1998), Autran Dourado (2000), Rubem Fonseca (2003), Lygia Fagundes Telles (2005), João Ubaldo Ribeiro (2008), Ferreira Gullar (2010), Dalton Trevisan (2012) e Alberto da Costa e Silva (2014).


Agência Estado

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