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25/05/2019 | domtotal.com

'Nunca desista', diz primeira negra africana a escalar o Everest

A sul-africana Saray N'kusi Khumalo chegou ao topo da montanha mais alta do mundo, em sua quarta tentativa, na semana passada.

Vencer o Evereste significa que Saray já percorreu mais da metade do caminho, já que ela também subiu o Kilimanjaro, na África, o Aconcágua, na América do Sul, e o Monte Elbrus, na Rússia.
Vencer o Evereste significa que Saray já percorreu mais da metade do caminho, já que ela também subiu o Kilimanjaro, na África, o Aconcágua, na América do Sul, e o Monte Elbrus, na Rússia. (Reprodução/Facebook South African Government)

Por Gopal Sharma

A primeira africana negra a escalar o Monte Everest incentivou alpinistas de toda a África a "nunca desistirem" de seus sonhos, nesta quinta-feira, ao se impor o novo desafio de subir os picos mais altos de sete continentes.

A sul-africana Saray N‘kusi Khumalo chegou ao topo da montanha mais alta do mundo, em sua quarta tentativa, na semana passada. As expedições anteriores foram frustradas por ulceração, uma avalanche e um terremoto.

Agora ela almeja se tornar a primeira negra africana a completar os chamados Sete Picos - os mais altos das Américas do Norte e do Sul, da África, da Ásia, da Europa, da Antártica e da Australásia - e chegar aos Polos Norte e Sul.

Vencer o Evereste significa que Saray já percorreu mais da metade do caminho, já que ela também subiu o Kilimanjaro, na África, o Aconcágua, na América do Sul, e o Monte Elbrus, na Rússia.

Falando à Thomson Reuters Foundation em Katmandu, a executiva de e-commerce, de 47 anos, descreveu sua escalada mais recente como uma "experiência edificante" repleta de desafios, como encontrar patrocinadores e arranjar os fundos e a logística.

Mas ela disse que isso "me deu a confiança de que o resto é possível".

"Levou muito tempo para uma mulher da minha cor pisar no topo do Evereste", disse ela, estimulando outros africanos a seguirem seus sonhos e inspirar gerações futuras.

"Nunca desistam", disse. "Sempre tentem ser melhores do que eram antes".

É um mantra que a própria Saray seguiu. Sua primeira tentativa no Everest, em 2014, foi abortada quando uma avalanche matou 16 guias sherpa, o que levou ao cancelamento da curta temporada de escaladas.

No ano seguinte, um grande terremoto desencadeou outra avalanche que matou 18 pessoas no campo de base do Evereste e forçou Saray e centenas de outros alpinistas a desistirem da subida.

Em 2017, ela teve que voltar quando estava a cerca de 200 metros do topo por causa de uma ulceração.

Mais velha de sete irmãos, Saray cresceu com um amor pela aventura que sua mãe incentivou e gostava de caminhar e acampar - atividades que acabaram encaminhando-a ao montanhismo.

Superlotação provoca mais três mortes no Everest

A temporada 2019 registra engarrafamentos impressionantes no Everest,
montanha de 8.848 metros de altura. Foto: Project Possible/AFP

As autoridades anunciaram nesta sexta-feira três mortes de alpinistas nas últimas horas no Everest, o que eleva a sete o número de vítimas fatais na maior montanha do planeta na atual temporada.

Na atual temporada foram registrados "engarrafamentos" impressionantes na montanha de 8.848 metros. O período entre o fim de abril e o mês de maio é considerado mais vantajoso para a escalada do monte, pois as condições meteorológicas são menos extremas.

No ano passado foram registradas cinco mortes na temporada de escalada do Everest.

Desde que as autoridades nepalesas liberaram a escalada no Monte Everest nos anos 1990, as expedições comerciais aumentaram, assim como o número de alpinistas.

Este ano o Nepal concedeu para a temporada de primavera (hemisfério norte) o recorde 381 permissões, ao preço de 11.000 dólares por pessoa, de acordo com os últimos dados disponíveis.

Cada titular de uma permissão é acompanhado pior um guia, o que significa que mais de 750 pessoas estão na rota para a escalada.

Ao menos 140 receberam permissões para escalar o Everest a partir do flanco norte, no Tibete.


Reuters

EMGE

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