Esporte Futebol Mineiro

28/05/2019 | domtotal.com

Cruzeiro fala em perseguição ao tentar explicar denúncias de irregularidades

Matéria da Globo aponta que dirigentes da Raposa são investigados por pagamentos suspeitos, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

Itair Machado chegou até a bater boca com um repórter durante coletiva.
Itair Machado chegou até a bater boca com um repórter durante coletiva. (Vinnicius Silva/Cruzeiro)

A segunda-feira foi muito conturbada na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte. Os jogadores ganharam folga depois da derrota para a Chapecoense, no dia anterior, no estádio Independência, que derrubou o time para as últimas colocações do Campeonato Brasileiro, mas os dirigentes enfrentaram um clima tenso para se defenderem de denúncias de irregularidades na atual administração veiculadas na noite de domingo no programa Fantástico, da Rede Globo. O vice-presidente da agremiação Itair Machado, citado por diversas vezes, reafirmou a honestidade da diretoria e acredita em perseguição.

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"Aqui no Cruzeiro não tem desonesto. Estamos sendo perseguidos (?) O processo da polícia civil já existia e não chama processo, chama procedimento, dura meses, começou por denúncia anônima, foi fogo amigo, concluído e arquivado. Agora, com essas matérias, o procedimento foi reaberto. Mas o Cruzeiro confia na Polícia Civil. O Cruzeiro está tranquilo quanto a isso", destacou.

Na entrevista coletiva, ficou acertado que tanto o presidente quanto Itair Machado fariam apenas um pronunciamento, antes das perguntas dos jornalistas, mas o vice-presidente chegou até a bater boca com um repórter que afirmou ser ilegal colocar como garantia a cessão de direitos econômicos de um jogador que não pode ter contrato com o clube.

Alguns pontos chamaram atenção na denuncia. Um deles foi à cessão de direitos de um garoto de 11 anos. Para quitar uma dívida de R$ 2 milhões, a diretoria repassou direitos econômicos de 10 atletas, três deles do profissional utilizados constantemente pelo técnico Mano Menezes e o pequeno Estevão Willian, conhecido como "Messinho", pratica proibida pela Fifa. Segundo o Cruzeiro, o passe do jovem - que nem pertence ao clube já que não há contrato assinado, pois a lei permite assinatura de vínculo somente após os 16 anos - foi dado como garantia.

"O Cruzeiro jamais venderia e nem empresário é burro de comprar menino de 12 anos. Ele entrou em cesta de garantia para empréstimo. Fez empréstimo por necessidade. O Cruzeiro não diminuiu o patrimônio, não vendeu, e não houve desonestidade", disse Itair.

De acordo com o clube, o Cruzeiro não vendeu, apenas deu como garantia. "É proibido vender. Mas o Cruzeiro deu apenas como garantia os 20% dos direitos econômicos do jogador. Crime é a ação. E a ação (de vender) não foi feita. Renegociamos a dívida, que hoje está em R$ 1,4 milhão, para oito parcelas de R$ 195 mil", explicou Itair Machado, que estava ao lado do advogado Edson Travassos.

Vale ressaltar que na matéria do Fantástico, o documento apresentado é citado como "termo de quitação de empréstimo".

Cristiano Richard

Um dos pontos comentados durante a coletiva na Toca da Raposa II foi o nome do empresário Cristiano Richard dos Santos Machado. Ele foi o responsável por emprestar os R$ 2 milhões ao clube mineiro. O pagamento, conforme trato feito, seria de duas parcelas, no entanto, a diretoria celeste alegou não ter condições de quitar o pagamento.

Com isso, o Cruzeiro aceitou pagar a dívida repassando direitos de jogadores, 10 no total, três deles do profissional. A Raposa explicou que foi dado como garantia de pagamento, ou seja, quando os atletas fossem vendidos à diretoria arcaria com o pagamento da porcentagem estabelecida no documento. Todavia, a prática é proibida pela Fifa desde 2015.

Sobre isso, Itair disse que o Cruzeiro pagou duas parcelas de R$ 400 mil, mas depois não teve condições de arcar com os vencimentos e renegociou.

"O principal é o seguinte: o que está nas redes sociais é que o Cruzeiro vendeu um monte de jogador por R$ 2 milhões. Não é verdade. O Cruzeiro fez um contrato de mútuo (empréstimo). O Cruzeiro pagou duas parcelas. Temos aqui os depósitos para comprovar. Depósito não tem como falsificar. Depositamos. A primeira parcela foi paga em 2018. A segunda em 2019. O importante é mostrar pra você, torcedor: o Cruzeiro não vendeu os jogadores. O Cruzeiro, agora, deve 1,4 milhões (ele explica que os atletas foram colocados como garantia para pagamento). Diante disso tudo, o Cruzeiro resolveu chamar o empresário. Fez um novo contrato com o empresário e repactuou em 8 parcelas de 190 e poucos mil reais. Já está assinado", concluiu.


Gazeta Esportiva e Agência Estado

EMGE

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