Direito

05/06/2019 | domtotal.com

Relator da Lava Jato no STF defende cúpula do PP no banco dos réus

Políticos são acusados de participar de um esquema de arrecadação de propina por meio da de diversos órgãos da administração pública, como a Petrobras e a Caixa.

Caso mais dois ministros acompanhem Fachin, os parlamentares responderão a uma ação penal no STF.
Caso mais dois ministros acompanhem Fachin, os parlamentares responderão a uma ação penal no STF. (Carlos Moura/SCO/STF)

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF),  votou nessa terça-feira, 4, para tornar réus pelo crime de organização criminosa o líder da maioria na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), os deputados Arthur Lira (PP-AL) e Eduardo da Fonte (PP-PE), além do senador Ciro Nogueira (PP-PI), no caso conhecido como "Quadrilhão do PP". O julgamento, no entanto, foi suspenso, e nenhum dos outros quatro integrantes da Segunda Turma do STF pôde votar. Os ministros optaram por não continuar a análise da denúncia em função da ausência do ministro Celso de Mello na sessão.

Caso mais dois ministros acompanhem Fachin, quando o julgamento for retomado, os parlamentares responderão a uma ação penal no STF. É o que pede a Procuradoria-Geral da República (PGR), que denunciou o grupo em setembro de 2017. Eles são acusados de participar de um esquema de "cometimento de uma miríade de delitos" e arrecadação de propina por meio da utilização de diversos órgãos da administração pública, como a Petrobras, a Caixa Econômica Federal e o Ministério das Cidades.

As defesas de Ciro e Eduardo da Fonte disseram que não iriam se manifestar sobre o andamento do julgamento. Advogado de Aguinaldo Ribeiro, Roberto Podval afirmou que "a criminalização da política é um perigo" para a democracia. A defesa de Arthur Lira não respondeu até a publicação desta matéria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Agência Estado

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC. Saiba mais!

Comentários

Instituições Conveniadas