Direito

10/06/2019 | domtotal.com

Síndicos resolvem problemas usando apenas o diálogo

Eles têm que administrar grandes condomínios e tentam assegurar uma convivência harmônica entre os moradores.

Atividades em áreas comuns de condomínios têm aproximado moradores.
Atividades em áreas comuns de condomínios têm aproximado moradores. (Pixabay)

Cuidar do equilíbrio de um condomínio não é uma tarefa simples. Personalidades diferentes, horários que não combinam, crianças hiperativas, animais de estimação e outras questões são um desafio à boa convivência. A síndica Marisa Miranda de Oliveira Maciel sabia disso tudo quando assumiu um condomínio de 5 blocos e 960 apartamentos em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. "Nos tínhamos muitos problemas (brigas, xingamentos), mas eu sabia que era possível resolvê-los", afirma.

Para minimizar atritos, ataques, brigas e ofensas, Marisa implementou um programa de "reuniões de blocos" para aproximar, integrar e tirar dúvidas dos moradores. "Com reuniões menores, eu consegui explicar melhor as questões do prédio, consegui fazer com que as pessoas se conhecessem e a relação ficou muito mais civilizada."

Marisa passou por um teste de fogo. Ela conseguiu aprovar, em assembleia, um aumento na taxa condominial. "Isso só foi possível porque o condomínio está vivendo um período de harmonia. Assim, conseguimos provar que o valor do nosso condomínio estava defasado e um reajuste reverteria em coisas boas para todo mundo."

Além das reuniões por bloco, a síndica tem promovido aula de pilates e eventos para crianças nas áreas comuns do edifício. "Tudo isso tem feito com que as pessoas se conheçam melhor. O clima aqui melhorou muito - e continua melhorando", afirma.

Copan

Outro síndico adepto do diálogo é Affonso Celso Prazer de Oliveira, que aos 80 anos está à frente de um dos edifícios mais emblemáticos da capital paulista, o Copan (que conta com aproximadamente 5 mil moradores). "Quando tem algum problema, a gente primeiro conversa. Se é reincidente, aplica 1 salário mínimo de multa. Mas tem de ter diálogo, conversa e não criar barreiras", disse. "Claro, tenho casos crônicos, problemáticos, mas vamos tentando resolver. Por exemplo, se a pessoa quiser pode ter até um elefante no apartamento, mas nas áreas comuns vai ter de carregar no colo." 


Agência Estado/Dom Total

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC.
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