Religião

10/06/2019 | domtotal.com

Bispo acusa papa Francisco de 'mentir descaradamente'

Ex-embaixador do Vaticano havia denunciado corrupção no alto escalão da Igreja e tentado forçar renúncia do papa. Segundo mídia, ele se ressente de não ter se tornado cardeal.

Arcebispo Carlo Maria Viganó participa da missa de beatificação da beata Miriam Teresa Demjanovich, na Catedral Basílica do Sagrado Coração, em Newark, New Jersey, em outubro de 2014
Arcebispo Carlo Maria Viganó participa da missa de beatificação da beata Miriam Teresa Demjanovich, na Catedral Basílica do Sagrado Coração, em Newark, New Jersey, em outubro de 2014 (Gregory A. Shemitz/ Reuters)

Um crítico de longa data do Vaticano quebrou meses de silêncio nesta segunda-feira (10) ao acusar o papa Francisco de "mentir descaradamente" ao negar ter conhecimento das acusações de abuso sexual contra um cardeal americano.

Carlo Maria Vigano, um ex-arcebispo que foi embaixador do Vaticano nos Estados Unidos, disse ao jornal The Washington Post em uma série de e-mails que Francisco e seu predecessor, Bento XVI, deveriam esclarecer o que sabiam sobre os supostos abusos cometidos durante décadas pelo ex-cardeal Theodore McCarrick.

É "imensamente triste" que Francisco "minta descaradamente a todos para encobrir seus erros" na alegada proteção de McCarrick, disse, reiterando declarações anteriores de que advertiu o papa em 2013 sobre McCarrick. "Como alguém, especialmente um papa, poderia esquecer isso?", questionou, de acordo com o Post.

Vigano, um conservador que abalou o Vaticano com acusações de corrupção e abuso nos mais altos níveis, desapareceu em agosto passado depois de lançar uma mensagem de 11 páginas de ataques a Francisco e Bento XVI sobre McCarrick.

Nessa carta ele disse que alertou os líderes da Igreja em 2006 sobre as denúncias envolvendo McCarrick. As acusações só foram divulgadas em 2018. Ele também escreveu sobre "redes homossexuais" profundamente enraizadas que "estrangulam toda a Igreja". Vigano, que é apoiado por uma facção eclesiástica ultraconservadora nos Estados Unidos, pediu ao papa que renunciasse por causa de seu suposto silêncio.

Francisco rejeitou as críticas e negou que estava ciente das transgressões cometidas por McCarrick. Vigano, de 78 anos, cujas acusações de corrupção no Vaticano em 2012 provocaram o escândalo "Vatileaks", não revelou ao Post onde está vivendo desde que se aposentou da Igreja.


AFP

EMGE

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