Religião

12/06/2019 | domtotal.com

Israel confirma venda de prédios da Igreja para colonos judeus em Jerusalém

Igreja Ortodoxa Grega tentou anular a venda para entidade que pretende judaizar a cidade, adquirindo imóveis usando empresas de fachada.

O Portão de Jaffa visto da sacada do Novo Hotel Imperial, na Cidade Velha de Jerusalém
O Portão de Jaffa visto da sacada do Novo Hotel Imperial, na Cidade Velha de Jerusalém (AFP)

O Supremo Tribunal israelense validou a venda de imóveis da Igreja Ortodoxa Grega para uma organização judaica ultranacionalista na Cidade Velha de Jerusalém, uma parte palestina da Cidade Santa ocupada e anexada por Israel.

Segundo um veredito publicado nesta terça-feira pelo tribunal, o apelo do patriarcado greco-ortodoxo, que solicitou a anulação desta venda validada por um tribunal israelense em 2017, foi rejeitado.

O caso remonta a 2004, quando três empresas ligadas à Associação Judaica Israelense Ateret Cohanim adquiriram, no âmbito de um contrato de enfisêutica, três edifícios da Igreja Greco-Ortodoxa.

Tratam-se do hotel Petra e do Imperial Hotel na Cidade Velha de Jerusalém, no setor do Portão de Jaffa, no bairro cristão, e de um edifício residencial localizado do outro lado da cidade velha, na zona muçulmana.

Esta associação de colonos israelenses tem a vocação de "judaizar" a Cidade Santa, e compra edifícios na cidade velha por anos, usando empresas de fachada que não estão oficialmente ligadas à agência.

Com esta aquisição, a Ateret Cohanim será proprietária da maioria dos edifícios localizados entre o Portão de Jaffa, um dos principais acessos à Cidade Velha e ao mercado árabe.

Em um comunicado publicado na terça-feira, o arcebispo greco-ortodoxo de Sebaste, na parte norte da Cisjordânia ocupada, Atallah Hana, denunciou uma decisão "ilegal e ilegítima".

"A aquisição de propriedades históricas do Portão de Jaffa por organizações extremistas de colonos é uma nova catástrofe que se soma às catástrofes e retrocessos sofridos pela presença cristã nesta Cidade Santa", declarou ele, pedindo ações pacíficas para anular a decisão.


AFP

EMGE

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