Brasil Política

12/06/2019 | domtotal.com

Depois do escândalo Vaza Jato, Moro tenta emplacar agenda positiva

Personagem principal das denúncias do 'The Intercept Brasil', Moro busca agenda positiva para desviar o foco.

Mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato mostram suposta participação de Moro no caso que resultou na prisão de Lula
Mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato mostram suposta participação de Moro no caso que resultou na prisão de Lula (Sergio Moro / AFP)

Passados três dias do escândalo Vaza Jato, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, postou na manhã desta quarta-feira (12) em seu Twitter dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) que registram queda nos crimes em todo o aís. A divulgação da agenda positiva vem na esteira dos vazamentos de conversas entre o ministro e o procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

O site The Intercept Brasil publicou no domingo (9) reportagens que mostram suposta troca de mensagens entre Moro, então juiz federal responsável pela Lava Jato em Curitiba, e o coordenador da operação, Deltan Dallagnol. Com base no que diz serem arquivos recebidos de uma fonte anônima, o site mostra supostas conversas entre Moro e Dallagnol sobre decisões, andamento das investigações e sugestões de testemunhas. Moro e os procuradores da Lava Jato negam irregularidades.

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Em sua publicação no Twitter, Moro ressaltou que do primeiro bimestre do ano passado para o mesmo período deste ano os homicídios apresentaram queda de 23%.

O ministro também voltou a defender a aprovação do projeto de lei anticrime enviado pelo governo ao Congresso, mas reconheceu a primazia dada tanto pelo Executivo como pelo Legislativo à reforma da Previdência, que é tratada como prioridade absoluta devido à situação de dificuldade das contas públicas.
Segundo Moro, a aprovação do pacote anticrime "ajudaria a aprofundar a queda" dos índices de violência.

Moro acrescentou que apesar das quedas registradas pelo Sinesp, que compila estatísticas criminais baseadas em boletins de ocorrência estaduais e distrital, é preciso trabalhar para a redução ser permanente e constante.
"Muitos fatores influenciam a queda, o mérito não é só do governo federal, mas também dos estaduais e distrital; e mesmo com a redução, os números ainda são altos, precisamos trabalhar muito mais", afirmou.

Moro ainda fez ressalvas quanto aos dados da segurança, afirmando que precisa trabalhar para a redução ser "permanente e constante", além de citar que muitos fatores influenciaram a queda nos crimes, portanto "o mérito não é só do governo federal mas também dos estaduais e distrital". O ministro também afirmou que apesar da redução, "os números ainda são altos, precisamos trabalhar muito mais".

O ex-juiz da Lava Jato ainda fez um apelo ao afirmar que "ajudaria a aprofundar a queda nos crimes a aprovação do projeto anticrime, mas respeitamos a prioridade da Nova Previdência". Moro disse também que "hackers de juízes, procuradores, jornalistas e talvez parlamentares, bem como escândalos falsos, não vão interferir na missão".

As reações à publicação de Moro são majoritariamente de apoio à sua atuação tanto como ministro, quanto como juiz da Lava Jato, embora alguns internautas o critiquem por conta dos vazamentos revelados pelo site The Intercept.

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Reuters/Agência Estado/DomTotal.com

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