Economia

25/06/2019 | domtotal.com

IPCA-15 tem menor nível para junho em 13 anos com deflação de alimentos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve em junho variação positiva de 0,06%, sobre avanço em maio de 0,35%.

Nos 12 meses até junho, a alta do IPCA-15 passou a ser de 3,84%, após acumular avanço de 4,93% até maio, também igualando a expectativa.
Nos 12 meses até junho, a alta do IPCA-15 passou a ser de 3,84%, após acumular avanço de 4,93% até maio, também igualando a expectativa. (ElasticComputeFarm/Pixabay)

Por Camila Moreira

Os preços de alimentos registraram deflação e a prévia da inflação oficial brasileira desacelerou a alta ao menor nível para junho em 13 anos.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve em junho variação positiva de 0,06%, sobre avanço em maio de 0,35%, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse foi o resultado mais baixo para o mês desde a queda de 0,15% em 2006 e igualou a expectativa de economistas em pesquisa da Reuters. Também é a taxa mais fraca desde dezembro de 2018 (-0,12%)

Nos 12 meses até junho, a alta do IPCA-15 passou a ser de 3,84%, após acumular avanço de 4,93% até maio, também igualando a expectativa.

O resultado mostra que o índice foi abaixo da meta oficial de inflação do governo para 2019, de 4,25% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, após dois meses em patamar acima.

No mês, os dados do IBGE mostram que o grupo Alimentação e bebidas exerceu o mais forte impacto negativo ao recuar 0,64%, depois de estabilidade em maio.

A alimentação no domicílio foi o destaque com recuo nos preços de 0,82%, com deflação do feijão-carioca (-14,99%), tomate (-13,43%), feijão-mulatinho (-11,48%), batata-inglesa (-11,30%), feijão-preto (-8,84%) e frutas (-5,25%).

Os combustíveis também ajudaram a aliviar o IPCA-15 com queda de 0,67% após subirem 3,30% no mês anterior. A gasolina desacelerou a alta a 0,10% em junho, enquanto os preços do etanol recuaram 4,57%.

Por outro lado, a maior alta foi vista em Saúde e cuidados pessoais, de 0,58%, embora tenha desacelerado sobre a taxa de 1,01% de maio, com a desaceleração do avanço dos preços dos remédios para 0,15%.

O grupo Habitação registrou avanço nos preços de 0,52% em junho, de 0,55% antes, em meio ao alívio nas contas de energia elétrica com a retomada da bandeira verde. Os preços da energia passaram a subir 0,64%, de 0,72% em maio.

Na semana passada, o BC manteve a taxa básica de juros Selic em 6,5% e destacou que o risco relacionado à agenda de reformas é preponderante, o que pede manutenção do juro básico no atual patamar.

Nesta terça-feira, em ata o BC reconheceu a melhora do balanço de riscos para a inflação entre o começo de maio e meados de junho, mas ainda apontou riscos do lado da agenda de reformas, vendo que a economia deve ficar perto da estabilidade no segundo trimestre.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo BC junto a uma centena de economistas aponta que a expectativa para a inflação neste ano é de 3,82%, com 3,95% em 2020.


Reuters

EMGE

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