Esporte Futebol Mineiro

12/07/2019 | domtotal.com

Doença no coração faz Adilson parar

Cardiomiopatia hipertrófica é a mesma doença que matou o zagueiro Serginho.

Emocionado, Adilson chora durante a coletiva
Emocionado, Adilson chora durante a coletiva (Bruno Cantini/Atlético)

Uma cardiomiopatia hipertrófica colocou um ponto final de maneira precoce na carreira do volante Adilson, de 32 anos. Em entrevista coletiva comovente, o jogador do Atlético anunciou, na tarde desta sexta-feira, que não pode mais jogador futebol.  Médicos, dirigentes e atletas do elenco acompanharam a entrevista. Bastante emocionado, Adilson lembrou da filha que está para nascer, dos companheiros e chorou.

Assista:


“Só tenho a agradecer, até então aqui tem sido tudo maravilhoso na minha vida pessoal e esportiva. Minha filha vai nascer dia 22. Tenho muitos motivos pra seguir, pra ser feliz. Então eu queria só fazer um pedido a todos vocês, principalmente da imprensa, que respeitassem esse momento que eu estou vivendo e tivessem todo o cuidado no momento de tratar dessa situação. Eu achei que ia ser mais fácil, que eu ia chegar aqui e ia ser mais fácil falar alguma coisa. Sei que minha família está sofrendo, todos estão sofrendo. Realmente peço que respeitem todo esse processo, como têm me respeitado até então, agradeço todo esse respeito que tiveram por mim”, disse.

Cardiomiopatia hipertrófica é a mesma doença que matou o zagueiro Serginho, do São Caetano, durante jogo contra o São Paulo, em 27 de outubro de 2004, pelo Campeonato Brasileiro.

“Fizemos uma avaliação agora, no meio do ano, na intertemporada, que identificou uma cardiomiopatia, uma doença cardíaca que o impede de seguir como atleta profissional de futebol. Isso foi estabelecido agora e, a partir do momento em que se estabeleceu, nossos primeiros cuidados foram discutir com o médico pessoal do atleta e também com um terceiro profissional para ouvir a opinião, discutir sobre o diagnóstico e a conduta que deveria ser tomada. Houve uma unanimidade em relação a essa conduta, que seria definir por abreviar a carreira do Adilson como atleta de futebol”, comentou o cardiologista do Atlético Haroldo Christo Aleixo.

Ficará no clube

Adilson permanecerá no dia a dia do clube. De acordo com o diretor de futebol Rui Costa, a questão contratual do atleta, neste momento, é secundária, e o clube nunca se preocupou com quanto ele vai receber ou deixar de receber.

"A determinação que tive do presidente Sérgio Sette Câmara, e ele nem precisava me determinar isso, é que nosso cuidado foi com o ser humano Adilson. E disse isso a ele pessoalmente, quando estive junto com ele e com o Marques na sua casa. O que não nos preocupa, agora, é quanto vai entrar na conta do Adilson, se o contrato vai ser isso ou aquilo. Ele estará aqui conosco por opção dele e por um pedido nosso. Ele vai experimentar, nessa nova fase da vida dele, experiências que possam deixá-lo aqui, conosco, e que permitam a ele perceber se vai querer ser integrante de comissão técnica, fazer um curso de gestão, ficar no meu lugar, trabalhar comigo, trabalhar com o pessoal. O que não abrimos mão é do Adilson no dia a dia. Nunca falamos de dinheiro, não vamos falar de contrato e ele terá os seus direitos garantidos. Não nos interessa, agora, absolutamente, discutir centavos, seguro. 

Carreira

Adilson iniciou a carreira no Caxias-RS, em 2005. No ano seguinte foi para o Grêmio, onde foi campeão gaúcho em 2007 e 2010 e ficou até 2011, quando se transferiu para o Terek Grozny-RUS. Em março de 2017 foi contratado pelo Atlético e ganhou o campeonato mineiro daquele ano. Pelo time alvinegro ele disputou 99 jogos e marcou dois gols.



Redação

EMGE

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