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05/08/2019 | domtotal.com

Alunas compartilham impressões sobre intercâmbio no Líbano

Atividade foi promovida pelo Centro de Simulação e Intercâmbio (CSI) Dom Helder-EMGE.

Discentes da Dom Helder e da EMGE realizam intercâmbio no Líbano.
Discentes da Dom Helder e da EMGE realizam intercâmbio no Líbano.
Discentes da Dom Helder e da EMGE realizam intercâmbio no Líbano.
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Discentes da Dom Helder e da EMGE realizam intercâmbio no Líbano.
Discentes da Dom Helder e da EMGE realizam intercâmbio no Líbano.

Por Patrícia Azevedo
Repórter Dom Total

Uma experiência inesquecível. Assim a estudante Alana Machado Souza, da Dom Helder Escola de Direito, descreve o intercâmbio cultural realizado na Universidade Saint-Esprit de Kaslik (Usek), no Líbano. A atividade teve início em 27 de junho, quando alunos da Dom Helder e da Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE) embarcaram rumo a Kaslik, cidade localizada ao norte de Beirute. O aprendizado começou já durante a viagem, que contou com escala em Dubai.

“Tivemos oportunidade de passear por aquela cidade, que tem o poder de nos fazer sentir pequenos perto de seus prédios suntuosos. Foi em Dubai que senti o primeiro choque de cultura. A maioria das pessoas tem origem mulçumana – o islamismo é a religião oficial dos Emirados Árabes Unidos. Vi de perto como funciona a poligamia e percebi o grande êxodo de pessoas de outros países que vão para lá tentar a vida”, conta a aluna Isabela Pittol de Vasconcellos, da Dom Helder.

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Ao chegar ao Líbano, novas surpresas aguardavam o grupo, que foi acompanhado pelos professores Aline Oliveira e Gilmar Rosa, da EMGE. De acordo com Isabela, as pessoas usavam diferentes tipos de roupas, incluindo trajes curtos, e demonstravam grande carinho pelo Brasil e pelos brasileiros. “O povo é simpático e hospitaleiro, sempre com um sorriso no rosto. Me senti em casa naquele lugar”, aponta a estudante. Sensação semelhante foi compartilhada pela aluna Pâmella Suelyn Pereira, também da Dom Helder. “Em árabe, inglês ou francês, os libaneses estão sempre dispostos a te ajudar, bem como te ensinar o que sabem. Esses traços quase me fizeram esquecer que eu não estava no Brasil”, lembra Pâmella.

Outro ponto que surpreendeu a aluna foi a honestidade e a confiança dos libaneses, seja em situações comerciais, como a conferência do troco e a conversão de moedas, ou momentos do cotidiano. É possível, segundo Pâmella, deixar o celular em cima da mesa para pagar a conta ou manter os pertences dentro do carro – esse, com os vidros abertos. “Comecei a perceber que, embora o Líbano carregasse profunda semelhança com o Brasil, pecávamos neste quesito”, reflete.

Para a estudante Alana, novidades extras. O Líbano representou não apenas o seu primeiro intercâmbio, como a primeira viagem para fora do Brasil e a primeira vez em um avião. “Uma grande oportunidade de conhecer outra cultura e de aprender mais sobre geopolítica, danças típicas e três idiomas ao mesmo tempo: árabe, inglês e francês”, destaca Alana.

Usek

As aulas de idiomas, geopolítica e aspectos da cultura libanesa foram ministradas pela Universidade Saint-Esprit de Kaslik (Usek), responsável também pelo alojamento dos estudantes. O curso teve duração de duas semanas, com encerramento no dia 12 de julho, e foi viabilizado pelo Centro de Simulação e Intercâmbio (CSI) Dom Helder-EMGE, após a assinatura de convênio entre as instituições. Saiba mais!

“Ficar hospedada na Usek foi uma ótima oportunidade para que eu pudesse vivenciar um pouquinho da vida de uma universitária libanesa. Desde o dormitório comunitário a almoçar no ‘bandejão’ da cantina, tudo isso me fez sentir parte daquele local. E a convivência com as freiras que inspecionam o dormitório feminino foi um ótimo aprendizado”, relata Isabela.

De acordo com a estudante, as aulas de língua árabe e história do Oriente Médio também foram de significativa importância para compreensão dos costumes locais, dentro e fora da universidade. Isabela conta que o intercâmbio proporcionou ainda contato com estudantes de outros países, como Israel, Holanda, Itália e Jordânia, o que ampliou seu conhecimento sobre eles. “Além de adentrar na cultura libanesa, fiquei próxima e fiz amizades com pessoas que nunca imaginaria conhecer”, completa.

A intercambista Pâmella, por sua vez, destaca a localização reservada e central destinada à coleção de livros de Direito na biblioteca da Usek. “A universidade dispõe de uma coleção estonteante. A legislação varia de acordo com as religiões de cada indivíduo, então, não é de se admirar que o profissional de Direito mereça destaque nesta sociedade tão complexa e estruturada”, explica. Pâmella elogia também a metodologia utilizada durante as aulas, em forma de mesa redonda, que aproximou alunos e professores. “Cada docente detinha dinâmica diferente, mas todos eram dotados de notório saber científico e tentaram passar isso da melhor forma”, afirma.

Além do ambiente sereno e adequado aos estudos, aspectos da infraestrutura da universidade chamaram a atenção da estudante – a presença de enfermaria, suportes tecnológicos, setores de iniciação e progressão de carreira profissional, espaços de convivência com vista para o mar e amplos jardins a céu aberto. O curso proporcionou ainda visitas a uma vinícola e ao Centro Cultural Brasil-Líbano.

“No Centro Cultural, fomos recebidos pelo diplomata Tiago Oliveira, para conhecer a primeira e única escola de português do Líbano, um pouco de como nossa cultura é transmitida a eles – desde o nosso pão de queijo até as nossas Havaianas, passando por filmes, jogos, dança, literatura. Também tivemos a oportunidade de saber diretamente por uma das professoras como é o cotidiano do ensino da nossa língua e cultura”, conta Pâmella.

Líbano

Durante os 15 dias no Líbano, além de explorar o câmpus da Usek e o cotidiano de Kaslik, o grupo pôde conhecer as cidades de Jounieh, Beirute, Baalbek e Batroûm. “Com toda a certeza essa viagem me fez olhar o Oriente Médio com outros olhos e a admirar mais sua cultura. Se eu pudesse resumir o Líbano em duas palavras seriam perseverança e união”, afirma Isabela.

De acordo com a aluna, é incrível pensar na capacidade de se reerguer do povo libanês. Eles sofreram com a Guerra Civil Libanesa por 25 anos, de 1975 a 1990. Em meados de 2006, o conflito entre Israel e o grupo Hezbollah causou mortes de civis e grandes estragos no país. “Mas mesmo depois de tanta dificuldade, o povo não desistiu e está conseguindo seguir em frente”, relata.

Para Alana, o Líbano é um verdadeiro museu a céu aberto, com locais milenares, povo acolhedor, culinária fascinante e clima agradável. “Fui confundida, algumas vezes. Pensaram que eu fosse libanesa, dados os meus traços. Aliás, diga-se de passagem, os libaneses se parecem muito com meus familiares. Gostaria de voltar e passar mais tempo.”

 Já a estudante Pâmella faz questão de ressaltar como a questão ambiental é amplamente discutida e tratada no país, elogiando o critério de separação de resíduos. Segundo ela, o uso de garrafas plásticas é uma constante, já que não é habitual que se beba água encanada. “Ou seja, não espere encontrar um bebedouro ou estação de água consumível, como chamam. O costume libanês é a água mineral. Mas há iniciativas de desestímulo do uso destas garrafinhas, bem como de seu uso sustentável, com materiais biodegradáveis, e a preocupação em diminuir a produção de resíduo não reciclável”. A intercambista acrescenta que o verde é comum em todos os lugares, desde corredores de árvores até imensos jardins, o que faz tudo um pouco mais agradável pelo paisagismo. “A limpeza é assunto sério, inclusive em locais públicos, o uso sustentável dos espaços é apreciado, sem exceção para pets e seus donos”, finaliza.


Patrícia Azevedo/Dom Total

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC. Saiba mais!


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