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12/08/2019 | domtotal.com

Juan Guaidó denuncia que governistas cogitam dissolver Parlamento da Venezuela

A Assembleia Nacional foi eleita em 2015 e seu mandato termina em 2021. Chavismo, por sua vez, recolhe assinaturas para protestar na ONU contra sanções americanas.

Guaidó teme a convocação de eleições para o parlamento.
Guaidó teme a convocação de eleições para o parlamento. Foto (AFP)
O governo Maduro disse que espera recolher 13 milhões de assinaturas.
O governo Maduro disse que espera recolher 13 milhões de assinaturas. Foto (AFP)

O líder opositor venezuelano Juan Guaidó denunciou nesse domingo (11) que a governista Assembleia Constituinte estuda dissolver o Parlamento ou adiantar as eleições legislativas. "É uma nova loucura", expressou Guaidó, que preside a Assembleia Nacional, único poder nas mãos da oposição. "Pretendem fechar ilegalmente o Parlamento venezuelano, por isso a convocatória irregular no dia de amanhã [segunda-feira] da ANC", organismo controlado pelo chavismo, que tem poderes absolutos e assumiu os trabalhos legislativos.

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Em uma mensagem transmitida pelas redes sociais, Guaidó indicou que entre as possíveis medidas que podem ser tomadas pela Constituinte está "convocar ilegalmente eleições" para o parlamento e "perseguir maciçamente os deputados". "A esta hora não têm decisão política".

A Assembleia Nacional, cujas decisões são consideradas nulas pela justiça depois de declará-la "em desacato", foi eleita em 2015 e seu mandato termina em 2021. Guaidó garantiu ter denunciado o possível ataque a seus sócios na comunidade internacional, diante de "valentes militares da Força Armada Nacional que não concordam em esses elementos" e com integrantes do governo do presidente Nicolás Maduro "que querem novas alternativas".

Chavismo

Já seguidores do chavismo atenderam a um chamado do presidente Nicolás Maduro e assinaram um manifesto de protesto contra o bloqueio dos Estados Unidos ao governo venezuelano, que será enviado à ONU.

A coleta foi realizada em praças centrais de várias cidades, entre elas a capital, Caracas, onde centenas de militantes fizeram fila para assinar o documento.

"Antes de vender minha pátria, prefiro assinar", disse o estudante Eduardo Arias, de 18 anos. "Assinamos em defesa da pátria, aqui estaremos até recolhermos as assinaturas necessárias para dizer ao império que não poderão contra nós."

Este dia de coleta acontece após uma passeata convocada ontem por Maduro contra o bloqueio imposto pela Casa Branca a todos os ativos da Venezuela nos Estados Unidos em uma ordem executiva que contempla, ainda, ações contra qualquer empresa que fizer negócios com o governo socialista. "Trump que tire as mãos da Venezuela, não vai poder conosco", expressou María Zapata, de 63 anos, após deixar sua assinatura.

Maduro publicou no Twitter: "O povo venezuelano mostra para o mundo que não teme as ameaças e agressões do império americano. Na Venezuela, estamos preparados para resistir, lutar e vencer."

Segundo o presidente, que também assinou o documento, o texto será enviado ao secretário-geral da ONU, Antonio Guterres. O governo venezuelano espera recolher mais de 13 milhões de assinaturas.


AFP/DomTotal.com

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