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25/08/2019 | domtotal.com

Cientistas apresentam shorts robóticos que ajudam na prática de exercícios físicos

A bateria do dispositivo durará por até 10 quilômetros de caminhada e corrida.

Corrida e caminhada são atividades muito diferentes do ponto de vista biomecânico.
Corrida e caminhada são atividades muito diferentes do ponto de vista biomecânico. (Wyss Institute at Harvard University/AFP)

Antes confinados ao mundo das histórias em quadrinhos, os exoesqueletos wearables (exoesqueletos vestíveis) que aumentam as habilidades físicas de uma pessoa deram mais um passo na quinta-feira (15), quando pesquisadores da Universidade de Harvard revelaram shorts robóticos que ajudam na caminhada e na corrida.

O dispositivo pesa apenas cinco quilos e detecta a marcha do usuário para ajustar adequadamente seu ritmo.

Caminhar e correr são atividades muito diferentes do ponto de vista biomecânico, e os dispositivos anteriores se concentraram em impulsionar um ou outro, mas não ambos, disse à reportagem o coautor Conor Walsh, do Instituto Wyss para Engenharia Biologicamente Inspirada de Harvard.

Trata-se de um passo em direção a dispositivos que podem ajudar as pessoas não em uma única atividade, mas "em suas vidas cotidianas, de muitas maneiras diferentes e em muitas atividades diferentes", afirmou.

A inovação exigia o desenvolvimento de um algoritmo de controle que usasse três sensores para detectar com 99% de precisão o que o usuário estava fazendo e responder de acordo.

Em um artigo publicado na revista Science na quinta-feira (15), os autores escreveram que o traje reduz o gasto médio de energia da caminhada em 9,3% e o da corrida em 4,0%, uma melhoria que se mostrou significativa no desempenho atlético.

O exoesqueleto robótico foi testado em vários ambientes, e Walsh disse que sua bateria durará por até 10 quilômetros de caminhada e corrida.

Esta versão em particular está focada em aumentar o desempenho de pessoas saudáveis, e Walsh disse que imaginava que poderia ser usada em atividades ao ar livre, ou ajudar "um soldado ou alguém sobrecarregado a ficar menos cansado".

Mas a equipe também está investigando no laboratório dispositivos futuros que podem ajudar os sobreviventes de derrames que sofreram perda de mobilidade a caminhar de maneira mais simétrica, eficiente e rápida.

Eles estão trabalhando com um parceiro comercial na obtenção da aprovação regulamentar para levar um dispositivo médico ao mercado nos próximos anos, e estimam que será vendido por cerca de US$ 30.000 (R$ 121.257).

A versão não médica que poderia ajudar os trabalhadores de fábricas ou de outros ambientes ocupacionais será disponibilizada por meio de uma start-up que será lançada no próximo outono boreal em Harvard.

Os exoesqueletos moles (soft exosuits), que usam tecidos para se ajustarem mais naturalmente ao corpo humano, representam uma evolução em relação aos exoesqueletos duros (hard exosuits), mais restritivos, que ainda são usados em ambientes terapêuticos.


AFP

EMGE

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