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18/08/2019 | domtotal.com

Os dois lados da moeda

Verdade ou mentira? Anverso ou reverso? Cara ou coroa?

No Brasil, em 1727 cunharam-se as primeiras moedas.
No Brasil, em 1727 cunharam-se as primeiras moedas. (Pixabay)

Por Evaldo D'Assumpção*

As moedas que utilizamos são símbolos perfeitos da bipolaridade universal. Em nossa vida, praticamente tudo existe e funciona com duas polaridades: o claro e o escuro, o duro e o mole, o alegre e o triste, o honesto e o corrupto, e assim vai. As moedas têm duas faces, o anverso e o reverso, sendo o anverso o lado onde está geralmente um rosto, e o reverso onde está gravado o seu valor. 

O Banco Central do Brasil é bastante enfático em definir essas duas faces, e quando instado a colocar o valor no anverso, afirma que o reverso é o local correto para tal, pois o anverso é o lugar de maior importância, com o rosto de personagens históricos ou outro detalhe mais significativo, como o nome Brasil. No reverso ficam as informações menos importantes, como o valor da moeda, segundo explicava o numismata Kurt Prober (1909-2008).

Foi na China, lá pelo ano 1000 a.C., onde surgiram as primeiras moedas. Eram feitas de bronze, tendo figuras de peixe, chave, faca, machado e enxada. Essas formas se referiam a objetos que tinham valor equivalente ao da moeda que os retratava. Em seguida vieram as gregas, cunhadas a partir do século 7 a.C., com figuras de animais, plantas e objetos uteis aos homens. Com o tempo começaram a cunhar moedas com figuras divinas, algumas se transformando em obras de arte pela perfeição de suas figuras e relevos.

Na Alexandria, as moedas já vinham datadas com o ano do reinado em que foram cunhadas. Em redor do ano 335 a.C., Roma fez suas primeiras moedas, tendo nelas seu valor e marcas oficiais. Em 44 a.C., os romanos seguiram os gregos, que duzentos anos antes colocavam o rosto dos reis nas moedas, e passaram também a colocar, nas suas, o rosto dos Césares, e de outros líderes políticos proeminentes. No Brasil, em 1727 cunharam-se as primeiras moedas, tendo no anverso a face do rei e no reverso, as armas do reinado português. Por causa dessa configuração, criaram-se os jogos de “cara ou coroa”, em que de um lado estava a cara do rei e no outro as armas da coroa. O que se pratica até hoje.

O nome moeda parece originar-se do latim moneta, metonímia do lugar onde se cunhavam as moedas romanas, o templo Juno Moneta.

Com esse preambulo quero falar de certos anversos e reversos que vemos hoje, no Brasil, com as radicalizações da esquerda e da direita. Infelizmente, parece que cada um quer destruir o outro, não dando a mínima para a (re)construção da nação brasileira. Todos os esforços do presidente legitimamente eleito são bombardeados pela esquerda que não aceita a derrota. São muitas as questões envolvidas nessa pugna, mas o que me causa grande perplexidade diz respeito à questão do meio ambiente. Aquecimento global, camada de ozônio, degelo polar, aumento do nível dos mares, desmatamento da Amazônia, entre tantas outras catástrofes climáticas, são despejadas diariamente sobre nossas cabeças pelos noticiários nacionais e internacionais. 

Contudo, dia desses tive a oportunidade de ver e ouvir o professor de Climatologia e Geografia da USP, Ricardo Augusto Felício, que desde o início desse milênio vem contestando e comprovando, de forma bem embasada, didática e bastante compreensível, a mentira que seriam esses acontecimentos. E não só ele, mas um grupo de cientistas de estofo, brasileiros e de outras nações, têm demonstrado que essa falácia é uma arma política utilizada para desestabilizar o Brasil, impedindo o seu progresso – irreversível – e favorecendo as explorações clandestinas da riqueza incomensurável do território amazônico. 

Em suas palestras, explica, como também outros cientistas da área, que não há possibilidade da elevação do nível dos oceanos porque o degelo do Ártico é um fenômeno normal e cíclico; que a camada de ozônio não existe e, portanto, não tem como estar sendo destruída por gases industriais. Para afirmar isso, cita os experimentos de Dobson, falecido em 1976, e que durante 40 anos pesquisou seriamente essa questão, afirmando a inexistência de um “escudo” de ozônio. 

Segundo Felício, essa farsa se presta apenas para grupos econômicos que criam novos equipamentos usando gases muito mais caros, que teoricamente irão substituir, sem danos à camada de ozônio, os atualmente utilizados e nocivos a ela. Tantas são as suas colocações contrárias ao modelo que nos impingem, todas muito bem embasadas, que vale a pena entrar no YouTube ou no Google e assistir a uma de suas detalhadas exposições. 

Curiosamente, nosso atual ministro do Meio Ambiente parece concordar com isso quando fala que mais da metade dos brasileiros não têm rede de esgoto e água encanada. No entanto, em governos anteriores numerosas comissões viajavam pelo mundo inteiro, às custas de recursos oficiais, para debater em sofisticados congressos e jornadas, esses problemas que, na verdade só servem para manipulações políticas e vantagens para alguns mais favorecidos, em detrimento do saneamento básico para enorme parcela da população brasileira.

Verdade ou mentira? Anverso ou reverso? Cara ou coroa? É preciso que os dois lados da moeda sejam bem mostrados com clareza e melhor avaliados, pois só assim a verdade irá aparecer. 

*Evaldo D' Assumpção é médico e escritor

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC.
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