Meio Ambiente

19/08/2019 | domtotal.com

Conferência avança para proibir venda de elefantes selvagens a zoológicos

Feito foi comemorado pelos ecologistas como 'vitória histórica'.

Elefante toma banho de lama na reserva do Monte Quênia, em 21 de maio de 2015.
Elefante toma banho de lama na reserva do Monte Quênia, em 21 de maio de 2015. (AFP/Arquivos)

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites) deu um passo importante no domingo (18), para proibir a venda de elefantes selvagens a zoológicos, uma "vitória histórica" comemorada pelos ecologistas.

Esta votação foi a primeira da conferência Cites da ONU sobre as espécies ameaçadas, que começou no sábado (17) e prosseguirá até 28 de agosto em Genebra, Suíça.

Uma ampla maioria de países decidiu limitar de maneira rigorosa as vendas de elefantes selvagens da África, com o objetivo de manter os animais em seu meio ambiente natural. Deste modo fica proibida a captura para estruturas de manutenção em cativeiro (zoológicos, parques de entretenimentos etc.), uma prática considerada "cruel" pelos defensores da causa animal.

A proposta, que recebeu 46 votos a favor, 18 contra e 19 abstenções, conseguiu a maioria de dois terços exigida em uma das duas comissões. Mas ainda precisa ser aprovada em sessão plenário em 28 de agosto, durante a reunião de encerramento da conferência Cites sobre espécies ameaçadas.

"A decisão vai salvar um número importante de elefantes arrancados de suas famílias na natureza e obrigados a passar suas vidas presos em zoológicos em condições medíocres", afirmou Iris Ho, do grupo de proteção animal Humane Society International (HSI), que tem sede em Washington.

A venda de elefantes do oeste, centro e leste da África, que figuram há muitos anos entre as espécies protegidas, já estava proibida, ao contrário das espécies da África Austral, menos ameaçadas. O Zimbábue capturou e vendeu mais de 100 bebês elefantes a zoológicos chineses desde 2012, de acordo com a HSI.

"Esta decisão preliminar afirma de maneira forte que os elefantes não pertencem à indústria do entretenimento", declarou Cassandra Koenen, diretora para fauna selvagem na Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA). "É um passo considerável no bom caminho", completou.


AFP

EMGE

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