Brasil Cidades

20/08/2019 | domtotal.com

Sequestrador é morto por sniper; Bolsonaro e Witzel defendem uso de atirador de elite

O sequestro começou por volta das 5h30 da manhã e durou cerca de quatro horas.

O homem não fez nenhuma demanda específica para liberar os reféns.
O homem não fez nenhuma demanda específica para liberar os reféns. (Reprodução TV Globo)

Um homem que fazia passageiros de um ônibus da Viação Galo Branco reféns na Ponte Rio-Niterói na manhã desta terça-feira (20) foi morto por atiradores de elite da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro. O sequestro se iniciou por volta das 5h30 e durou cerca de quatro horas. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), defenderam a atuação de um atirador de elite. 

VEJA TAMBÉM:

A Ponte Rio-Niterói está totalmente interditada, no sentido Rio. O sentido Niterói está temporariamente bloqueado, para implantação de faixa reversível, de acordo com a Ecoponte. Agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio) implantaram fechamentos também nos acessos à ponte pela Avenida Brasil e pelo Viaduto do Gasômetro.

Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Corpo de Bombeiros cercaram o veículo que estava parado na altura do Vão Central. Viaturas dos bombeiros chegaram ao local por volta das 7h10. O homem, que se identificou como policial militar para entrar no ônibus, não fez nenhuma demanda específica para liberar os reféns.

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse, em sua conta no Twitter, que acompanha desde cedo o sequestro do ônibus e está em contato direto com o comando da Polícia Militar. Para Witzel, "a prioridade é a proteção dos reféns".

Em entrevista ao Bom Dia Rio, a mulher de um dos reféns contou que o marido lhe avisou do sequestro. "Sempre roubam carteira e celular, mas esse tipo de coisa nunca aconteceu", destacou Eliziane Terra.

"Ele saiu para trabalhar 4h30. Quando foi por volta de 5h26 ele me mandou uma mensagem dizendo que o ônibus estava sendo sequestrado: 'Estamos indo para a ponte'. A princípio eu pensei que era um assalto. Eu levantei, acordei o meu filho e disse: 'Seu pai está sendo assaltado'", revelou.

A linha de ônibus 2520D da Viação Galo Branco saiu do Jardim Alcântara, em São Gonçalo, em direção a Estácio, na região central do Rio.

No Facebook, o Centro pediu para que os passageiros que chegam de Niterói utilizem o serviço de barcas para fazer a travessia. Cerca de 150 mil veículos passam por dia pela Ponte Rio-Niterói. Nos horários de pico, cerca de 8 mil carros passam por hora pela ponte.

Bolsonaro se manifesta

Para o presidente Jair Bolsonaro "não tem que ter pena". Já Witzel comemorou a ação e afirmou que foi um "trabalho técnico da polícia". "Estou sabendo (do sequestro). No meu entender, sniper", disse o presidente ao ser questionado sobre o caso.

Bolsonaro falou com jornalistas antes do sequestrador ter sido morto pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. O homem usava uma arma de brinquedo e nenhum dos 37 reféns ficou ferido.

"Eu defendo que o cidadão de bem não morra nas mãos dessas pessoas", afirmou o presidente mais cedo.

Após o desfecho, Bolsonaro usou o Twitter para parabenizar os policiais do Rio de Janeiro dizendo que "hoje não chora a família de um inocente".
Ônibus 174

Pela manhã, Bolsonaro relembrou o sequestro do ônibus 174, em junho de 2000, também no Rio de Janeiro, quando uma vítima morreu durante a ação policial. Na ocasião, segundo o presidente não houve o uso de atirador de elite e uma pessoa inocente acabou sendo morta.

"Não foi usado sniper. O que aconteceu? Morreu uma pessoa inocente, e depois esse vagabundo morreu no camburão. Os policiais do camburão foram submetidos a júri popular. Foram absolvidos por 4 a 3", afirmou o presidente na saída do Palácio da Alvorada. "Quase você condena dois policiais, condena a 30 anos de cadeia. Não tem que ter pena."

Governador do Rio

Já o governador do Rio, Wilson Witzel diz que foi um 'trabalho muito técnico da polícia'. Depois da morte do sequestrador,  Witzel foi à Ponte Rio-Niterói de helicóptero, abraçou os policiais e vibrou com a ação dos agentes de segurança.

"Primeiro, eu quero agradecer a Deus. Não foi a melhor solução possível, o ideal era que todos saíssem com vida, mas tomamos a decisão de salvar os reféns", afirmou. "(Tomamos a decisão de) solucionar o problema rapidamente, foi um trabalho muito técnico da polícia, que usou atiradores de elite, eu fiquei monitorando o tempo todo."

O governador informou que a recém-criada Secretaria de Vitimização irá cuidar não apenas dos 37 reféns, mas também da família do homem morto.

Witzel aproveitou o que chamou de "sucesso" da operação para comparar com a situação das comunidades, onde pelo menos cinco jovens foram mortos, vítimas de bala perdida na última semana.

"Foi um trabalho de excelência, se a PM não tivesse abatido o criminoso, muitas vidas não teriam sido poupadas, e é isso que está acontecendo nas comunidades: se a polícia puder abater quem está de fuzil, muitas vidas serão poupadas", disse. "Fizemos a oração do Pai Nosso junto com as vítimas e oramos pelo criminoso que morreu."


Agência Estado/DomTotal.com

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC. Saiba mais!

Comentários

Instituições Conveniadas