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21/08/2019 | domtotal.com

Egressos da Dom Helder garantem cirurgia a vítima de acidente

Ação foi elaborada e deferida em menos de 24h, evitando a amputação da perna do aposentado Adilson Braga Castilho.

Professor André Luiz Lopes, Paula Castro e Luana do Amaral.
Professor André Luiz Lopes, Paula Castro e Luana do Amaral. (Rômulo Ávila/Dom Total)

Em nova ação exitosa, o grupo Direito à Saúde garantiu a realização de uma cirurgia ao aposentado Adilson Braga Castilho, que estava internado no Hospital Municipal São Judas Tadeu, em Ribeirão das Neves, com risco de morte. O grupo é formado pelos advogados Paula Castro, Luana do Amaral Freitas e Lauro Berto Nunes, egressos da Dom Helder Escola de Direito, e atua sob a orientação do professor André Luiz Lopes, que ministra as disciplinas Estágio III e Estudos Avançados em Direito Administrativo na mesma instituição. “O senhor Adilson havia sofrido um acidente, teve uma fratura exposta na perna, foi socorrido e levado ao hospital de Ribeirão das Neves. Porém o hospital não teve condições de prestar um socorro eficaz e realizar a cirurgia de urgência que se fazia necessária”, explica o professor André.

O caso foi repassado ao grupo pela professora Valdênia Geralda de Carvalho, diretora administrativo-financeira da Fundação Movimento Direito e Cidadania. No dia 5 de agosto, os advogados impetraram ação na Unidade Jurisdicional Cível da Comarca de Ribeirão das Neves solicitando a realização da cirurgia. O advogado Lauro Berto Nunes e a professora Valdênia Geralda foram até Ribeirão das Neves para audiência com a juíza Maria de Lourdes Villarinhos. No dia seguinte, 6 de agosto, o pedido foi deferido e resultou na realização da cirurgia já no dia 7 de agosto. “Em 24h, praticamente, ele já estava em outro hospital, e operado. Não perdeu a perna, colocou alguns pinos. Vão ser necessárias novas cirurgias, mas conseguimos dar efetividade ao direito constitucional à saúde”, afirma André Luiz Lopes.

Direito à Saúde

O grupo foi criado em setembro de 2017, a partir da assinatura de convênio entre a Dom Helder e a Associação Mineira de Reabilitação (AMR). Na época, Paula Castro, Luana do Amaral Freitas e Lauro Berto Nunes eram estudantes de Direito e realizaram estágio voluntário. Após a conclusão do curso, decidiram continuar a atuação, que busca garantir o direito à saúde para as crianças carentes assistidas pela AMR. A maioria delas possui paralisia cerebral. “Vemos o sofrimento de perto, ainda mais que são crianças carentes. Esse trabalho nos traz vários aprendizados. Estamos aqui para ajudar, em primeiro lugar, e vivemos muito bem, essa que é a verdade. Somos privilegiados. Precisamos fazer mais pelos outros”, conta Luana.

Até o momento, o grupo já elaborou 55 ações e obteve, em todas elas, a antecipação de tutela. “Várias crianças já estão conseguindo dinheiro para comprar medicamentos, sondas”, completa Luana. O caso do senhor Adilson não é o foco principal dos advogados, mas foi atendido pela a urgência da causa e pela proposta de garantir o direito à saúde. “Atendemos de pronto, mostrando a responsabilidade social que a Dom Helder tem e a sensibilização do profissional de Direito”, afirma o professor André. Para a professora Valdênia, o trabalho desenvolvido pelo grupo é excepcional, tendo em vista sua eficácia e competência. “Trata-se de uma grande demonstração de que os nossos egressos foram bem qualificados e capacitados para atuar na seara jurídica”, destaca Valdênia.


Patrícia Azevedo/Dom Total

EMGE

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