Cultura

03/09/2019 | domtotal.com

Palácio das Mangabeiras é aberto pela primeira vez ao público em mostra de design e arquitetura

A 25ª edição da CasaCor ocupa a residência oficial do governador de Minas e exibe projetos de 94 profissionais em 60 ambientes em BH num investimento de R$ 10 milhões em construção civil.

CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade.
CasaCor 2019 tem como tema 'Planeta Casa', evocando a sustentabilidade. Foto (Thiago Ventura/DomTotal)
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço. Foto (Gilmar Pereira/DomTotal)
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço. Foto (Gilmar Pereira/DomTotal)
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço. Foto (Gilmar Pereira/DomTotal)
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço. Foto (Gilmar Pereira/DomTotal)
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço. Foto (Gilmar Pereira/DomTotal)
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço. Foto (Gilmar Pereira/DomTotal)
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço. Foto (Gilmar Pereira/DomTotal)
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço. Foto (Gilmar Pereira/DomTotal)
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço.
Casacor Minas promove reflexão sobre a relação que se estabelece com o espaço. Foto (Gilmar Pereira/DomTotal)

Por Thiago Ventura
Repórter DomTotal

Patrimônio histórico antes restrito à família dos governadores de Minas Gerais e seus convidados políticos, o Palácio das Mangabeiras será aberto ao público a partir desta terça-feira (3), quando sedia a 25ª edição da CasaCor Minas, mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo. A construção de estilo modernista foi entregue em 1955 com projeto inicial do arquiteto Oscar Niemeyer e jardins de Roberto Burle Marx, durante a gestão do governador Juscelino Kubitschek. Desde então ficou sob uso exclusivo dos governadores até que decreto do atual mandatário, Romeu Zema (Novo), retirou o imóvel da lista dos bens restritos à administração pública.

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Localizado aos pés da Serra do Curral, no bairro das Mangabeiras, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, o palácio dispõe de ampla área verde com 4 mil metros quadrados de plantas e árvores nativas, como os ipês amarelos, floridos nesta época. A piscina tem o formato da Lagoa da Pampulha e o imóvel é rodeado de casuarinas, pinheiros e outras altas árvores que antes davam privacidade à família do governador. O imóvel possui suítes e salas amplas; o salão principal tem piano de cauda, lareira e uma escada em espiral para o segundo pavimento, de onde uma varanda em curva oferece bela visão da montanha. O edifício e sua área adjacente pertencem ao perímetro de tombamento do Conjunto Paisagístico da Serra do Curral, protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).  


O palácio agora está sob gestão da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), que pode explorar economicamente o imóvel, desde que mantenha as características arquitetônicas originais. Esse modelo jurídico deverá ser aplicado em outros bens públicos, como o Palácio da Liberdade. O primeiro projeto no Mangabeiras é a CasaCor. Em contrapartida ao aluguel devido, a mostra vai ficar responsável pelo local, incluindo benfeitorias, obras de infraestrutura, restauro, recuperação, manutenção e vigilância. A mostra vai ocupar o palácio durante o período médio de seis meses ao ano, pelos próximos quatro anos. O investimento é de R$ 10 milhões.

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Segundo o Eduardo Faleiro, diretor da Casacor Minas, cerca de R$ 4 milhões foram aplicados nos jardins e R$ 6 milhões na construção dos ambiente e reformas. Durante o trabalho de reparação, os jardins e piscina de Burle Marx foram recuperados, inclusive com o uso de planta escolhidas pelo paisagista. “Puxadinhos” no palácio foram suprimidos, como um toldo que ficava ao redor da construção. O custo de manutenção do espaço é de cerca de R$ 80 mil por mês.

Palácio tem vista privilegiada para a Serra do Curral (Foto: Thiago Ventura/DomTotal)Palácio tem vista privilegiada para a Serra do Curral (Foto: Thiago Ventura/DomTotal)Na reforma foi incluída a instalação de elevador e rampas para permitir acesso de cadeirantes, além da recuperação dos geradores de energia, portas, janelas e das calçadas em pedra portuguesa. Também foi feita uma reforma completa dos banheiros e outras melhorias, que serão deixadas após a mostra. A CasaCor cobra R$ 60 (inteira) pelo acesso ao evento. Cerca de 70 mil pessoas são esperadas ao longo dos 40 dias de visitação.

De acordo com o secretário de Cultura e Turismo, Marcelo Matte, além da CasaCor, o objetivo do governo é ocupar o espaço com outros eventos. “Passa a ser um equipamento cultural à disposição do povo mineiro. Eventualmente, teremos eventos pagos, eventualmente privados; a ideia é que tenhamos uma sustentação econômica para este espaço”, afirma.  Ao fim do período da CasaCor, um novo operador será buscado. Nesses intervalos, o espaço poderá ser visitado gratuitamente com acervo do estado, ainda sem data estabelecida.



Segundo Matte, o mesmo modelo deve ser aplicado em outros equipamentos culturais do estado e o Palácio da Liberdade é o próximo da fila. O secretário afastou o risco de privatização nessa área, o inclui ainda a Rede Minas e a Rádio Inconfidência. "Nosso projeto é retomar o Palácio da Liberdade como espaço semi-concessionado, ou seja, um pequeno pedaço será concedido à iniciativa privada, mas preservando a parte histórica. Nós não pretendemos concessionar todo o palácio. Mas queremos ocupar uma parte concedida à iniciativa privada”, afirma.

Sustentabilidade 

A 25ª edição da CasaCor será realizada entre 3 de setembro e 13 de outubro e tem como tema ‘Planeta Casa’, evocando a sustentabilidade. Os profissionais foram estimulados a oferecer materiais e técnicas para diminuir a geração de resíduos sólidos, com economia para o meio ambiente e os custos de construção.

A mostra tem ambientes no palácio, jardins e em estruturas temporárias montadas na área do imóvel, o que vai oferecer uma experiência distinta ao visitante, conforme o Dom Total pode perceber durante a avant-première de imprensa. Na área externa, trabalhos artísticos e contemporâneos que dialogam com a natureza; nos cômodos do palácio, o desafio é criar novidades sem prejudicar o patrimônio tombado.

Piano de cauda e escada em espiral no edifício que teve projeto original de Niemeyer. (Foto Thiago Ventura/DomTotal)Piano de cauda e escada em espiral no edifício que teve projeto original de Niemeyer. (Foto Thiago Ventura/DomTotal)

Logo na entrada, ambiente ‘Refúgio’, criado arquiteto Júnior Piacesi propõe uma residência integrada, com paredes de vidro, com vista para a floresta e de espelhos, que desafiam o olhar de quem passa por fora.

Presente pela primeira vez na mostra, Janaína Pacheco é a responsável pela arquitetura do projeto Casa dos Eucaliptos. O trabalho é feito em parceria com Maurício Bonfim, que assina todo o design de interiores e mobiliário do local. O conceito da casa é o de ser um ambiente totalmente integrado à natureza, uma vez que o espaço tem uma estrutura metálica com panos de vidros cercado por uma pequena floresta de eucaliptos.



Nãna Guimarães é a responsável pelo Jardim Burle Marx. Com 400 metros, visa restaurar o projeto inicial assinado pelo paisagita nos jardins do Palácio das Mangabeiras. Para recriar parte desse ambiente da década de 1950, ela conseguiu obter seis espécies de plantas nativas brasileiras utilizadas por famoso paisagista: a guaimbé, camará, bela emília, trapoeraba roxa, giesta e agave.

Dentro do palácio, muitos profissionais optaram por utilizar móveis com palhinha, material em moda nos anos 1950, para dialogar com a construção modernista. Contudo, agora com nova roupagem, os elementos mostram que é possível criar ambientes com cara contemporânea mesmo num imóvel histórico. Um exemplo disso é o projeto Suíte do Governador, assinado por Flávia Roscoe. Os visitantes encontrarão, ao longo do ambiente, tons discretos em dourado, uma mesa de trabalho, uma poltrona de leitura de frente para uma bela vista, uma mesa para tomar o café da manhã, um painel atrás da cama que remete à época da construção da casa na década de 1950, além de várias obras de arte.Outro ambiente outrora ponto de reuniões políticas e agora aberto ao público é o projeto Gabinete, de Norah Fernandes e Bárbara Nobre. Elas optaram por contar a história do lugar por meio da decoração: peças como um painel e uma sanca de iluminação de estrutura metálica daquela época foram restauradas. Um sofá do período também será instalado no ambiente. Para trazer link com a cena atual, móveis no estilo hi-tech e cadeiras ergonômicas completam o visual.

CASACOR MINAS GERAIS
Quando: De 3 de setembro a 13 de outubro, de terça a sexta, das 15h às 22h; sábado, das 12h às 22h; domingos e feriados, das 12h às 19h.
Onde: Praça Efigênio de Sales, Mangabeiras, Belo Horizonte (MG), (31) 3286-4587. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia).
Mais informações: casacor.abril.com.br/mostras/minas-gerais.


Redação Dom Total

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC.
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