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09/09/2019 | domtotal.com

Marcha lembra vítimas de Pinochet, aos 46 anos do golpe

A marcha terminou com manifestantes encapuzados entrando em confronto com a polícia que aguardava a multidão pelo centro de Santiago.

"Marchamos com a convicção de que no Chile ainda não há verdade ou justiça total", disse Marco Barraza, membro do Partido Comunista chileno. (AFP)

Quando se relembram 46 anos do golpe de Estado que instaurou a ditadura de Augusto Pinochet, sua figura segue dividindo os chilenos. No domingo (8), uma grande marcha em memória de suas vítimas terminou em confrontos com a polícia.

Manifestantes encapuzados, com pedras e paus, entraram em confronto com agentes das forças especiais, que aguardaram o avanço da multidão pelo centro de Santiago até chegar ao memorial no Cemitério Geral das mais de 3 mil vítimas entre mortos e desaparecidos que deixou a ditadura chilena (1973-1990).

A polícia prendeu vários manifestantes no local. "Marchamos com a convicção de que no Chile ainda não há verdade ou justiça total", disse Marco Barraza, membro do Partido Comunista Chileno.

A marcha desse domingo começou na Praça Los Heroes, no centro de Santiago, e avançou pacificamente por várias ruas em direção ao cemitério. Os manifestantes levaram cravos vermelhos e fotografias de parentes executados ou desaparecidos.


AFP

EMGE

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