Ciência e Tecnologia

12/09/2019 | domtotal.com

Tecnologia é questão de sobrevivência para Minas Gerais

Peça-chave para a quarta revolução industrial, inteligência artificial (IA) impulsiona empreendedores.

O bairro São Pedro, em Belo Horizonte, vem concentrando os jovens empreendedores.
O bairro São Pedro, em Belo Horizonte, vem concentrando os jovens empreendedores. (Valore Imóveis/Divulgação)

Transformar Minas Gerais em um polo de tecnologia é questão de sobrevivência. A avaliação é do empreendedor Victor Salles, cofundador da Hekima, startup belo-horizontina especializada em big data. Nesta quinta-feira (12), ele fará palestra no II Congresso do Conhecimento, promovido pela Dom Helder Escola de Direito e pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE).

De acordo com pesquisas, Minas Gerais já está no caminho. Em 2018, o estado contava com 950 startups, segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups). Já a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) promoveu o Censo Mineiro de Startups, em 2017, e verificou que Minas Gerais possui mais de 1 mil empresas de base tecnológica, distribuídas em quatro parques tecnológicos, 21 incubadoras de empresas, 13 aceleradoras, 31 comunidades e dezenas de espaços de coworking e outros ambientes.

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Histórico

Minas Gerais entrou no radar dos investidores de tecnologia em 2005, quando o Google comprou a Akwan, startup que desenvolve sistemas de busca, fundada por professores da Universidade Federal de Minas Gerais. A tendência é que número de empresas aumente exponencialmente nos próximos anos, principalmente no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, que vem concentrando os jovens empreendedores em razão dos preços de aluguel de escritórios. A aglomeração de startups rendeu ao local o apelido de San Pedro Valley, numa referência ao americano Silicon Valley — ou Vale do Silício, onde estão as sedes do Google, Facebook e Apple.

De acordo com empreendedor Victor Salles, a inteligência artificial (AI) pode impulsionar ainda mais o setor. “Hoje a AI tem a importância que a energia nuclear tinha na década de 1940. Porque é uma tecnologia transversal, serve para várias coisas, é game-changing para diversos tipos de negócio e para a indústria”, explica. Entre as várias formas de uso desse tipo de tecnologia, Salles cita a precificação dinâmica e a visão computacional, que serão discutidas na palestra. “Temos empresas que desenvolvem legal tech, startups que constroem soluções para a área de Direito, tem muita coisa aí”, completa.  

Hekima

A empresa foi fundada em 2008, em Belo Horizonte, com a tarefa de construir uma ferramenta de big data analítica para monitoramento de mídias sociais voltada para grandes marcas. “Estamos no mercado desde então, nossa primeira experiência com IA foi com essa ferramenta”, aponta Salles. Hoje a empresa trabalha com empresas de destaque, como a Vallourec, a VLI e a Arcelormittal.

 “Eu acho que a inteligência artificial tem muito espaço em Minas. Tivemos uma conversa com o governador de Minas no início do ano e um dos comentários foi: ‘precisamos fazer com que Minas Gerais se transforme em Tecnologias Gerais’. O negócio de mineração, que sustenta as contas do estado, é um negócio do passado. Precisamos aprimorar. Não é bem uma questão de ter espaço ou não. Ser um polo de tecnologia é uma questão de sobrevivência mesmo”, ressalta Victor.


Patrícia Azevedo/Dom Total

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