Brasil Política

10/10/2019 | domtotal.com

Bolsonaro sobre PSL: 'briga de marido e mulher de vez em quando acontece'

Presidente criticou o próprio partido e sinaliza intenção de deixar o PSL. Deputados bolsonaristas criticam Bivar e mantêm lealdade a Jair.

Bolsonaro deflagrou uma crise dentro do próprio partido.
Bolsonaro deflagrou uma crise dentro do próprio partido. (Antonio Cruz/ Agência Brasil e Pablo Valadares/Câmara)

O presidente Jair Bolsonaro reduziu o tom em relação ao PSL na noite de quarta-feira (9). Após agravar a balbúrdia com a cúpula do partido ao dizer a um simpatizante para que esquecesse da sigla, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta noite que "por enquanto, está tudo bem". Ele foi flagrado criticando o presidente do PSL para um apoiador. Deputados bolsonaristas mantém lealdade ao presidente.

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"Por enquanto, tudo bem. Não tem crise. Briga de marido e mulher de vez em quando acontece. ... Não tem crise, não tem o que alimentar. Não tem confusão nenhuma", disse ao deixar o Palácio do Planalto nesta noite por uma das saídas de funcionários e visitantes próxima ao comitê de imprensa. Normalmente, o presidente utiliza uma saída privativa.

Logo em seguida, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, afirmou que o presidente "não pretende deixar o PSL de livre e espontânea vontade". "Qualquer decisão desse partido seria unilateral", disse.

Rêgo Barros também disse que o presidente quer que o PSL seja "um diferencial na política" e que tenha "firmeza na defesa das bandeiras de campanha". "O que ele deseja do partido é que ele seja uma referência nacional no âmbito da política nacional", disse.

Bolsonaro afirmou ainda que a insatisfação de uma parte da bancada com a direção do PSL, principalmente com o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PE), não é um problema seu. "O pessoal quer um partido diferente, atuante. Este partido está estagnado", afirmou.

O presidente ainda afirmou que a sua declaração a um apoiador que se apresentou como pré-candidato pelo PSL no Recife para que esquecesse a legenda foi um alerta de que a fala do rapaz poderia configurar campanha eleitoral antecipada.

"Falei para o garoto: 'Esquece o PSL'. Por que? Ele é pré-candidato a vereador, se começar a falar em partido é campanha antecipada, isso que eu falei para ele", explicou.

Ao abordar Bolsonaro na porta do Palácio da Alvorada nesta terça-feira, o rapaz gravou um vídeo ao lado do presidente dizendo: "eu, Bolsonaro e Bivar, juntos por um novo Recife". Bolsonaro, então, pediu para que ele não divulgasse a gravação. "Oh, cara, não divulga isso não. O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido", disse.

Apoio a Bolsonaro

Um grupo de deputados do PSL ligados ao Jair Bolsonaro divulgou uma carta em desagravo ao presidente, principal nome da sigla, mas que discute a possibilidade de deixar a legenda.

O documento cobra "novas práticas" da atual direção da sigla, comandada pelo deputado Luciano Bivar (PE), e diz que a ala bolsonarista da bancada "não perdeu a esperança" de que seja aberto um "canal de diálogo".

Na carta, parlamentares não falam em deixar a legenda, mas, em reservado, alguns tratam o documento como uma espécie de ultimato. Na manhã da quarta-feira, Bivar disse considerar que o presidente já decidiu pela saída do partido.

"Quando ele diz a um estranho para esquecer o PSL, mostra que ele mesmo já esqueceu. Mostra que ele não tem mais nenhuma relação com o PSL", afirmou o dirigente. Em entrevista ao site O Antagonista, Bolsonaro disse que não sairá do partido de "livre e espontânea vontade".



Agência Estado

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