Cultura TV

03/11/2019 | domtotal.com

A grande família de plataformas de streaming

Confira um resumo deste mercado e seus principais atores nos Estados Unidos

Os atores Steve Carell, Reese Witherspoon e Jennifer Aniston durante o lançamento da Apple TV+ na sede da companhia em Cupertino, Califórnia, em março de 2019
Os atores Steve Carell, Reese Witherspoon e Jennifer Aniston durante o lançamento da Apple TV+ na sede da companhia em Cupertino, Califórnia, em março de 2019 (AFP)

O vídeo on demand (VOD) por assinatura, que permite assistir séries e filmes na tela de qualquer dispositivo eletrônico e no momento em que o usuário desejar, experimenta um crescimento vertiginoso depois de dez anos.

A explosão de redes (fibra óptica e 4G) impulsionou o crescimento destes serviços que proporcionam acesso a milhares de horas de programação sem necessidade de fazer downloads.

Muitas redes de televisão tradicionais também começaram a oferecer plataformas de streaming, e o setor está entrando em uma nova fase de crescimento com a chegada de concorrentes com recursos consideráveis.

Confira um resumo deste mercado e seus principais atores nos Estados Unidos.

Streaming vs. cabo

Nos Estados Unidos, 90 milhões de casas assinam ao menos um serviço de streaming pago, em comparação com 85 milhões de assinaturas de TV a cabo, segundo Brahm Eiley, presidente do Convergence Research Group.

Mas os rendimentos continuam sendo muito mais altos para os canais a cabo, que embolsam anualmente quase 250 bilhões de dólares, segundo Eiley, em comparação com um mercado de 22 bilhões para as plataformas de streaming.

Netflix

Começou em 1997 como um serviço de aluguel de DVDs antes de se tornar, dez anos depois, uma plataforma de séries e filmes on demand por assinatura.

A companhia, com sede na Califórnia, investe fortemente em conteúdo original ("The Crown", "House of Cards", "Black Mirror", entre outras), tanto em inglês como em outros idiomas, o que permite que produções como a série espanhola "La Casa de Papel" ganhem projeção internacional.

No fim de setembro, a Netflix ultrapassou 158 milhões de assinantes em cerca de 190 países. A assinatura mensal custa entre nove e 16 dólares nos Estados Unidos.

Amazon Prime Video

O gigante do comércio eletrônico e da nuvem (serviço de computação remota) inclui uma plataforma de vídeo on demand no "Prime", sua assinatura premium.

Neste caso, os clientes pagam 13 dólares por mês para dispor do envio gratuito e mais rápido de suas compras, ao mesmo tempo em que têm acesso a uma variedade de serviços que incluem o entretenimento.

A Amazon investe também em produções originais (como "Fleabag" e "Manchester à Beira-Mar") e diz ter mais de 100 milhões de assinantes do "Prime", mas não indica quantos deles usam regularmente a plataforma de vídeo.

Hulu

Lançada no fim de 2007 pela News Corporation e NBCUniversal, Hulu agora é 60% controlada pela Disney.

Disponível só nos Estados Unidos, a plataforma oferece milhares de filmes e séries (algumas originais como "O Conto da Aia") por assinaturas mensais que vão de seis a 12 dólares (com ou sem publicidade), e até 45 dólares com 60 canais de televisão.

Em 2018, contava com 25 milhões de assinantes.

Disney+

Disney+ chegará às telas dos Estados Unidos em 12 de novembro por 6,99 dólares por mês, com todos os sucessos de seus catálogos de "Star Wars", Pixar e Marvel, programas da Fox (como "Os Simpsons") e documentários da National Geographic.

O estúdio oferecerá um pacote de 12,99 dólares que inclui Hulu e ESPN+ (esportes).

Apple TV+

Em 1 de novembro, o Apple TV+ estará disponível em mais de 100 países a partir de 4,99 dólares por mês, com uma oferta limitada de conteúdo original, que o gigante tecnológico se comprometeu a ampliar nos próximos meses.

Seu orçamento de criação de conteúdos não foi revelado, mas os especialistas estimam que atinge bilhões de dólares.

Para reduzir sua dependência dos smartphones, a Apple se diversificou em serviços de assinatura como Apple News (notícias), Apple Arcade (videogames), Apple Pay (pagamentos), etc.

Os compradores de um novo iPad, iPhone, MacBook ou iMac obterão uma assinatura de uma ano à plataforma.

HBO Max

A plataforma da WarnerMedia (AT&T), cujo lançamento está previsto para 2020, pode ser a mais cara do mercado. Ainda não anunciou seus preços, mas especialistas preveem que a oferta básica custará ao menos 15 dólares por mês.

A HBO Max está apostando em programas famosos como "Friends" - que arrebatou da Netflix -, "Game of Thrones", o enorme catálogo de séries e filmes da WarnerMedia e novas produções originais.

Peacock

A plataforma da NBCUniversal (Comcast) estará disponível de forma gratuita mas com anúncios para os assinantes do canal a partir de abril de 2020. O grupo não revelou o preço da versão sem publicidade.

Seus clientes poderão ver "The Office" (disponível na Netflix), mas também produções originais.

Outras

O mercado global inclui centenas de ofertas, plataformas de transmissão, desde os gigantes chineses Baidu e Tencent até os de entretenimento especializado.

Nos Estados Unidos, alguns canais como CBS oferecem sua própria plataforma. A start-up Quibi se prepara, por sua vez, para lançar um serviço de streaming de vídeos curtos. E as plataformas de vídeo do Google (YouTube) e Facebook (Watch) investem também em conteúdo original.


AFP



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