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29/10/2019 | domtotal.com

Corpo de Abu Bakr al-Baghdadi foi jogado ao mar por militares dos EUA após suicídio

Os Estados Unidos levavam anos procurando o dirigente do EI, que semeou o terror em um imenso território entre o Iraque e a Síria

(Arquivo) O chefe do grupo do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi, visto aqui em um vídeo de propaganda de abril de 2019, foi morto em um ataque de fim de semana por forças especiais dos EUA em uma casa no noroeste da Síria
(Arquivo) O chefe do grupo do Estado Islâmico Abu Bakr al-Baghdadi, visto aqui em um vídeo de propaganda de abril de 2019, foi morto em um ataque de fim de semana por forças especiais dos EUA em uma casa no noroeste da Síria Foto (AL-FURQAN MEDIA/AFP/Arquivos)

O corpo do líder do grupo extremista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, foi atirado ao mar por militares americanos após ele ter cometido suicídio durante uma operação no fim de semana em seu esconderijo na Síria. A informação foi dada por um oficial do Pentágono, que pediu para não ser identificado. 

O oficial confirmou que o corpo foi jogado ao mar, em um procedimento que visa evitar que uma eventual tumba se torne um local de peregrinação para seus seguidores. Não foram dados detalhes sobre onde e quando o corpo foi lançado ao mar, mas foi feita uma comparação com o destino dado ao corpo do então líder da rede Al-Qaeda, Ossama bin Laden, após ter sido morto em 2011 em uma operação das forças especiais americanas. Os restos de Baghdadi "foram tratados de forma apropriada", disse o general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto.

Os Estados Unidos levavam anos procurando o dirigente do EI, que semeou o terror em um imenso território entre o Iraque e a Síria, e recebeu informações sobre sua presença em uma casa na região de Idlib, no noroeste da Síria, "onde vivia de forma permanente", acrescentou o general.

Segundo Milley, o autoproclamado califa do EI detonou o cinturão de explosivos que vestia ao ser encurralado em um túnel com três de seus filhos. Seus restos foram em seguida "transportados a um lugar seguro para confirmar sua identidade, graças a um exame de DNA", acrescentou.

Milley destacou que nenhum militar dos EUA se feriu durante a operação, apesar de serem recebidos a tiros. "Sua morte é um golpe devastador para o que restava" do EI, destacou o secretário americano da Defesa, Mark Esper.

Segundo Esper, a operação foi realizada por cerca de 100 membros das forças especiais - transportados por helicópteros - em um complexo rural na região síria de Idlib, em uma missão coordenada com Rússia, curdos, turquia e o governo de Bashar al Assad. "Executaram a operação, em todas as suas facetas, de maneira brilhante", destacou Esper. Milley informou que "dois homens adultos foram capturados vivos" no local e "estão sob nossa custódia em uma instalação segura".

Antes da operação, Al-Baghdadi teve sua identidade confirmada por um agente das forças curdas que roubou uma cueca do líder do Estado Islâmico. "Um dos nossos agentes foi capaz de chegar à casa onde se escondia Al-Bagdadi (...), conseguiu se aproximar dele e pegou uma de suas roupas íntimas para a realização de um teste de DNA e verificar 100%" sua identidade, revelou Polat Can, alto assessor das Forças Democráticas Sírias (FDS), controlada pelos curdos. "Nossa fonte de inteligência esteve envolvida no envio das coordenadas (...) e participou da operação até o último minuto para que obtivesse sucesso".


AFP



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