Religião

01/11/2019 | domtotal.com

Cristãos são os mais perseguidos, aponta relatório

Relatório da AIS descreve atrocidades cometidas contra cristãos ao redor do mundo

Diversos países africanos, como Burkina Faso, sofre com ataques dos radicais islâmicos contra os cristãos
Diversos países africanos, como Burkina Faso, sofre com ataques dos radicais islâmicos contra os cristãos (ACN)

O cristianismo é a religião mais perseguida do mundo. E, no entanto, muitos têm uma ideia pouco clara da dimensão da crise. Há muitos anos, que a instituição Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) dá voz a estes cristãos sem voz.

Perseguidos e esquecidos? – Um relatório sobre os cristãos oprimidos por causa da sua fé apresenta os resultados das pesquisas contínuas da AIS, avaliando padrões recentes de ódio e discriminação. Esta edição, que analisa o período de julho de 2017 a julho de 2019, concentra-se nos principais desenvolvimentos em 12 países onde o sofrimento dos cristãos é particularmente grave.

No Oriente Médio, após a derrota militar do Daesh (Isis), em 2017, a escala de violência contra os cristãos diminuiu; mas as evidências sugerem que os radicais islâmicos deixaram para trás um legado de crescente hostilidade em relação aos cristãos provocado por militantes que atuam na clandestinidade. O genocídio, a pobreza extrema e o islamismo dizimaram as comunidades cristãs no Iraque e na Síria. Em algumas cidades, a probabilidade para o desaparecimento do cristianismo está aumentando cada vez mais.

Em algumas partes da África da Nigéria no Ocidente a Madagáscar no Oriente os radicais islâmicos estão tentando eliminar o cristianismo usando a violência, em alguns lugares, e a coerção em outros. Enquanto, a Nigéria é o país onde mais cristãos são mortos, os ataques dos radicais islâmicos contra os cristãos acontecem “uma e outra vez” no Burkina Faso e na República Centro-Africana. Em alguns países da África, como o Sudão, Marrocos ou Eritreia, a principal ameaça para os cristãos vem do Estado, com renovados atos de repressão.

Dois dos ataques mais graves contra cristãos realizados por radicais islâmicos no período abrangido pelo relatório ocorreram no Sri Lanka e nas Filipinas, deixando centenas de pessoas feridas e mortas. De fato, a situação dos cristãos deteriorou-se muito na Ásia Meridional e Oriental. Nesta região, um crescente nacionalismo e autoritarismo de Estado emergem como as principais causas para a perseguição cristã.

Anteriormente, a Coreia do Norte, onde “os cristãos são rotineiramente presos em campos de trabalho”, foi identificada como o pior lugar do mundo para se ser cristão. A situação continua tão má que dificilmente poderia tornar-se pior.

Na Índia, a principal ameaça ao cristianismo vem do nacionalismo Hindutva. Mais de mil ataques a cristãos foram relatados e mais de 100 igrejas foram fechadas. Os militantes e oficiais do Estado intensificaram uma campanha de intimidação contra os cristãos. Os ataques extremistas hindus também aumentaram no vizinho Sri Lanka, onde o principal alvo foram os cristãos e muçulmanos.

Na China, para cristãos e outras minorias, o período em análise sofreu uma deterioração acentuada dos direitos humanos. Embora o Vaticano tenha assinado um acordo provisório com a China, permitindo que o regime tenha voz nas nomeações episcopais, a repressão da Igreja Católica aumentou acentuadamente.

No Paquistão, foi registado um aumento alarmante de casos de violência contra grupos religiosos, tanto por atores estatais como por não estatais, muitos deles influenciados pelos Taliban do vizinho Afeganistão. Apesar do avanço com a absolvição da Asia Bibi, uma mulher cristã no corredor da morte por acusação de blasfêmia, o governo falha em enfrentar o crescente clima de intolerância em relação às minorias.

As iniciativas da comunidade internacional em resposta à perseguição de cristãos emergiram como um tema importante durante o período analisado pelo relatório. Em resposta à crescente preocupação de que o Ocidente ignorou amplamente a perseguição cristã, a comunidade internacional demonstrou um envolvimento sem precedentes com o tema nos últimos dois anos. Independentemente do que possa resultar das iniciativas da comunidade internacional, estas demorarão a materializar-se.

Diante de constantes ataques violentos, êxodo forçado e possível extinção, os cristãos mais do que nunca não têm tempo para esperar. Seja no Iraque, na Síria ou em qualquer outro lugar, futuros historiadores poderão dizer que foi mais um caso em que se fez muito pouco e demasiado tarde.

Quaisquer que sejam os desafios do futuro, a AIS permanece comprometida em ajudar os Cristãos não apenas a sobreviver à perseguição, mas também a testemunhar a sua fé. O seu testemunho de esperança contra todas as probabilidades é a maior fonte de inspiração para todos aqueles dedicados a ajudá-los.



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