Ciência e Tecnologia

01/11/2019 | domtotal.com

Espiões hackearam WhatsApp de autoridades de governos aliados aos EUA

Aplicativo entrou com uma ação contra o desenvolvedor de ferramentas hackers israelense NSO Group

NSO diz que vende seu spyware exclusivamente para clientes de governo.
NSO diz que vende seu spyware exclusivamente para clientes de governo. Foto (Christian Wiediger/Unsplash)
NSO diz que vende seu spyware exclusivamente para clientes de governo.
NSO diz que vende seu spyware exclusivamente para clientes de governo. Foto (Reuters)

Autoridades de alto escalão de governos de vários países aliados dos Estados Unidos foram alvos de ataques no início deste ano com softwares de hackers que usavam o WhatsApp, do Facebook, para controlar os telefones dos usuários.

Fontes familiarizadas com a investigação interna do WhatsApp disseram que uma parcela significativa das vítimas conhecidas são autoridades governamentais e militares de alto nível espalhadas por pelo menos 20 países nos cinco continentes.

O ataque maior do que relatado anteriormente a smartphones dos principais funcionários de governos sugere que a invasão do WhatsApp pode ter amplas consequências políticas e diplomáticas.

O WhatsApp entrou com uma ação na terça-feira contra o desenvolvedor de ferramentas hackers israelense NSO Group, alegando que o NSO construiu e vendeu uma plataforma hacker que explorava uma falha nos servidores do WhatsApp para ajudar os clientes a invadirem os celulares de pelo menos 1.400 usuários.

Embora não esteja claro quem usou o software para invadir os telefones, o NSO diz que vende seu spyware exclusivamente para clientes de governo.

Algumas vítimas estão localizadas nos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, México, Paquistão e Índia, disseram pessoas familiarizadas com a investigação. A Reuters não pôde verificar se as vítimas desses países incluíam funcionários do governo.

O NSO não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Antes, a empresa negou qualquer irregularidade, dizendo que seus produtos são destinados apenas a ajudar governos a capturar terroristas e criminosos.


Reuters

EMGE

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