Cultura

07/11/2019 | domtotal.com

James Dean volta digitalmente em novo filme 64 anos após sua morte

O ator recriado digitalmente vai "interpretar" um papel secundário no filme 'Finding Jack'

Lançamento de um selo com a imagem do ator James Dean, em 2001
Lançamento de um selo com a imagem do ator James Dean, em 2001 (AFP)

Mais de 60 anos após sua morte, o ator americano James Dean reaparecerá em um novo filme graças a efeitos digitais que recriarão sua imagem. Falecido em 1955, o ator recriado digitalmente vai "interpretar" um papel secundário no filme Finding Jack, que conta a história de cães de guerra abandonados no Vietnã pelo exército dos Estados Unidos durante a guerra contra este país, segundo a The Hollywood Reporter, publicação especializada em entretenimento.

A produtora responsável por Finding Jack, Magic City Films, divulgou que duas empresas especializadas em efeitos especiais, a canadense Imagine Engine e a sul-africana MOI Worldwide, estão recriando digitalmente o corpo inteiro do ator com base em fotos e filmes de arquivo, sem sobrepor a imagem dele no corpo de um dublê.

A Magic City Films pode lançar o projeto porque controla os direitos de utilização da imagem de James Dean, adquirida da família do astro de "Assim caminha a humanidade (Giant, 1956). "A família vê isso como seu quarto filme, um filme que ele nunca fez", disse Anton Ernst, co-fundador da Magic City Films e co-diretor do filme com Tati Golykh. "Não pretendemos decepcionar os fãs", acrescentou.

James Dean morreu em 30 de setembro de 1955 em um acidente de carro, aos 24 anos. O Porsche que ele estava dirigindo colidiu em outro veículo numa estrada da Califórnia. Durante sua breve carreira de ator, participou de vários programas de televisão e estrelou apenas três filmes Vidas amargas (East of Eden, 1955), Juventude transviada (Rebel without a Ccuse, 1955) e Assim caminha a humanidade. Por Vidas amargas e Assim caminha a humanidade foi indicado ao Oscar, o que o levou a ser considerado um dos atores mais talentosos de sua geração.

A inclusão de um ator falecido recriado totalmente digitalmente numa produção inédita marca uma nova etapa no uso da tecnologia no cinema. Hollywood já recorreu à sobreposição digital de rostos de atores já falecidos em dublês, como aconteceu, por exemplo, em Velozes e furiosos 7 com Paul Walker, que faleceu em 2013 enquanto o filme era produzido.


AFP

EMGE

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