Direito

08/11/2019 | domtotal.com

Defesa pedirá nesta sexta-feira liberdade imediata de Lula

Advogados voltaram a afirmar que Lula não cometeu quaisquer ilegalidades e que é alvo de perseguição política

Manifestantes pediram a liberdade de ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em frente ao prédio do STF, em Brasília, nessa quinta-feira
Manifestantes pediram a liberdade de ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em frente ao prédio do STF, em Brasília, nessa quinta-feira (Ueslei Marcelino/Reuters)

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nessa quinta-feira (7) que entrará com pedido de liberdade imediata do petista já nesta sexta-feira (8), com base em decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). sobre a prisão após segunda instância. A Corte decidiu na noite dessa quinta-feira que o cumprimento da pena deverá ocorrer somente após todos os recursos serem julgados, o chamado trânsito em julgado.

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"Após conversa com Lula nesta sexta-feira levaremos ao juízo da execução um pedido para que haja sua imediata soltura com base no resultado desse julgamento do STF", afirmaram os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins em nota divulgada minutos após o Supremo decidir, por 6 votos a 5, reverter o entendimento que permitia o início do cumprimento da pena após condenação em segunda instância.

A defesa do petista disse ainda que vai reiterar o pedido para que o Supremo analise um habeas corpus que busca a nulidade do processo do tríplex em Guarujá (SP), pelo qual Lula está preso desde abril do ano passado, "em virtude da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e dos procuradores da Lava Jato, dentre inúmeras outras ilegalidades".

Para os advogados, o novo entendimento da Corte "reforça que o ex-presidente Lula está preso há 579 dias injustamente e de forma incompatível com a lei". "Lula não praticou qualquer ato ilícito e é vítima de 'lawfare', que, no caso do ex-presidente, consiste no uso estratégico do Direito para fins de perseguição política", concluem os defensores de Lula.


Reuters/Agência Estado/Dom Total

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