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13/11/2019 | domtotal.com

Apoiadores de Guaidó deixam embaixada venezuelana em Brasília

Governo Bolsonaro faz vistas grossas diante da comunidade internacional e dos chefes de Estado dos BRICS, acusou deputado petista

Um grupo de cerca de 20 pessoas entrou hoje (13), por volta das 5h na Embaixada da Venezuela, em Brasília
Um grupo de cerca de 20 pessoas entrou hoje (13), por volta das 5h na Embaixada da Venezuela, em Brasília (José Cruz/Agência Brasil)

O grupo de apoiadores de Juan Guaidó que invadiu, na madrugada de hoje (13), a Embaixada da Venezuela em Brasília, deixou o local, por volta das 17h30. Os apoiadores de Guaidó, que faz oposição ao governo de Nicolas Maduro, pediam que a embaixadora e a equipe diplomática indicada por Guaidó para a representação no Brasil assumissem de fato suas funções na embaixada.

Diante da situação, apoiadores de Nicolás Maduro dirigiram-se à embaixada para acompanhar a invasão. Alguns políticos também foram ao local para intermediar as negociações, bem como o coordenador-geral de Privilégios e Imunidades do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Maurício Correia.

Líder do PT na Câmara, o deputado federal Paulo Pimenta conseguiu entrar na Embaixada da Venezuela e revelou, no começo da manhã, que brasileiros fazem parte do grupo que invadiu o local.

“Recebemos um comunicado hoje por volta das 5h30, 6h, de que a Embaixada da Venezuela havia sido invadida por um grupo de brasileiros e venezuelanos. As pessoas que fizeram essa invasão estão fardadas, claramente não são representantes do povo, representantes diplomáticos. Todos eles têm estilo de lutadores de academia e tudo leva a crer que foram pessoas contratadas, milicianos para fazer essa invasão”, afirmou o parlamentar do PT por volta das 8h40.

No início da tarde, o presidente Bolsonaro se manifestou pelas redes sociais e repudiou a interferência de atores externos no conflito do país vizinho.

Entenda o caso

A situação política na Venezuela se agravou após a eleição de Maduro para um novo mandato, que é contestada pela comunidade internacional. Ele tormou posse, em 10 de janeiro, perante a Suprema Corte. Para o Brasil, o Grupo de Lima (que reúne 14 países) e a Organização dos Estados Americanos (OEA) o mandato de Maduro é ilegítimo. Em 23 de janeiro Juan Guaidó se autoproclamou presidente do país. O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer Guaidó como líder do país.

Em fevereiro, Guaidó indicou Maria Teresa Belandria como representante da Venezuela no Brasil. Em junho, o presidente Bolsonaro recebeu as credenciais da representante. A embaixadora e sua equipe, no entanto, não assumiu a representação física da embaixada.


Agência Brasil/Dom Total

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