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20/11/2019 | domtotal.com

'Abolição serviu para expulsar ainda mais os negros das terras', diz deputada

Seminário promovido pelo Centro de Estudos Afro Brasileiros da Dom Helder Câmara (Afrodom) em celebração ao Dia da Consciência Negra

O pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu e o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf entregam homenagem a Maria das Graças Epifânio sobre Dona Sebastiana
O pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu e o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf entregam homenagem a Maria das Graças Epifânio sobre Dona Sebastiana Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Emocionada,Maria das Graças Epifânio a homenagem
Emocionada,Maria das Graças Epifânio a homenagem Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Abertura do evento contou com presença do pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu, o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf e a diretora da mantenedora Valdênia Geralda de Carvalho
Abertura do evento contou com presença do pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu, o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf e a diretora da mantenedora Valdênia Geralda de Carvalho Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Decoração do evento com estátuas que o próprio aluno confeccionou
Decoração do evento com estátuas que o próprio aluno confeccionou Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Auditório durante o seminário
Auditório durante o seminário Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
O evento foi uma homenagem à Sebastiana Silva
O evento foi uma homenagem à Sebastiana Silva Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Auditório durante o seminário
Auditório durante o seminário Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Dona Sebastiana Silva ao lado de Dom Helder
Dona Sebastiana Silva ao lado de Dom Helder Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Auditório durante o seminário
Auditório durante o seminário Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Organizadores do evento
Organizadores do evento Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Abertura do evento contou com presença do pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu, o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf e a diretora da mantenedora Valdênia Geralda de Carvalho
Abertura do evento contou com presença do pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu, o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf e a diretora da mantenedora Valdênia Geralda de Carvalho Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Auditório durante o seminário
Auditório durante o seminário Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Abertura do evento contou com presença do pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu, o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf e a diretora da mantenedora Valdênia Geralda de Carvalho
Abertura do evento contou com presença do pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu, o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf e a diretora da mantenedora Valdênia Geralda de Carvalho Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Auditório durante o seminário
Auditório durante o seminário Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Abertura do evento contou com presença do pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu, o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf e a diretora da mantenedora Valdênia Geralda de Carvalho
Abertura do evento contou com presença do pró-reitor da pós-graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu, o reitor da Dom Helder Paulo Stumpf e a diretora da mantenedora Valdênia Geralda de Carvalho Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Leitura em homenagem à dona Sebastiana
Leitura em homenagem à dona Sebastiana Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Auditório durante o seminário
Auditório durante o seminário Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Dona Sebastiana no palco da Dom Helder
Dona Sebastiana no palco da Dom Helder Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Afrodom
Afrodom Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Maria das Graças Epifânio lê a homenagem
Maria das Graças Epifânio lê a homenagem Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Orgulho dos familiares pela homenagem recebida
Orgulho dos familiares pela homenagem recebida Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Entrega do estandarte para família em homenagem à dona Sebastiana Silva
Entrega do estandarte para família em homenagem à dona Sebastiana Silva Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Entrega do estandarte para família em homenagem à dona Sebastiana Silva
Entrega do estandarte para família em homenagem à dona Sebastiana Silva Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Entrega do estandarte para família em homenagem à dona Sebastiana Silva
Entrega do estandarte para família em homenagem à dona Sebastiana Silva Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Auditório durante o seminário
Auditório durante o seminário Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Entrega da escultura em homenagem à dona Sebastiana Silva
Entrega da escultura em homenagem à dona Sebastiana Silva Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Entrega da escultura em homenagem à dona Sebastiana Silva
Entrega da escultura em homenagem à dona Sebastiana Silva Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Filha de dona Sebastiana Silva agradece as homenagens
Filha de dona Sebastiana Silva agradece as homenagens Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Filha de dona Sebastiana Silva agradece as homenagens
Filha de dona Sebastiana Silva agradece as homenagens Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Professora Francine Figueiredo faz abertura da segunda mesa de debates
Professora Francine Figueiredo faz abertura da segunda mesa de debates Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Professora Francine Figueiredo faz abertura da segunda mesa de debates
Professora Francine Figueiredo faz abertura da segunda mesa de debates Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Deputada Andréia de Jesus Silva falou sobre a situação do negro em Belo Horizonte e no país
Deputada Andréia de Jesus Silva falou sobre a situação do negro em Belo Horizonte e no país Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Auditório durante o seminário
Auditório durante o seminário Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Professora Francine realiza a abertura dos trabalhos da segunda mesa
Professora Francine realiza a abertura dos trabalhos da segunda mesa Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Auditório durante o seminário
Auditório durante o seminário Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Deputada Andréia de Jesus Silva falou sobre a situação do negro em Belo Horizonte e no país
Deputada Andréia de Jesus Silva falou sobre a situação do negro em Belo Horizonte e no país Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Deputada Andréia de Jesus Silva falou sobre a situação do negro em Belo Horizonte e no país
Deputada Andréia de Jesus Silva falou sobre a situação do negro em Belo Horizonte e no país Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Deputada Andréia de Jesus Silva falou sobre a situação do negro em Belo Horizonte e no país
Deputada Andréia de Jesus Silva falou sobre a situação do negro em Belo Horizonte e no país Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Lançamento do livro 'Veias Roxas' de Liziane Aguiar
Lançamento do livro 'Veias Roxas' de Liziane Aguiar Foto (Patrícia Almada/Dom Total)
Lançamento do livro 'Veias Roxas' de Liziane Aguiar
Lançamento do livro 'Veias Roxas' de Liziane Aguiar Foto (Patrícia Almada/Dom Total)

“Somos resistência porque somos sobreviventes de um processo que jamais pensou na libertação do nosso povo." A frase da deputada estadual Andréia de Jesus (PSOL) foi destacada durante o seminário "Territórios Quilombolas Culturas & Diretos Humanos", realizado pelo Centro de Estudos Afro-Brasileiros da Dom Helder Câmara (Afrodom), na noite dessa terça-feira (19), em comemoração ao Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quarta-feira (20).

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Andréia foi uma das palestrantes da noite, que teve homenagem emocionante à Sebastiana Silva (Dona Tiana), matriarca da comunidade quilombola de Carrapatos da Tabatinga, que morreu em julho deste ano. A professora Mariza Rios, a historiada Miriam Aprígio Pereira e a coordenadora da Promoção da Igualdade Racial de Bom Despacho, Maria da Graça Epifânio, foram as outras palestrantes do evento, que contou com representantes do quilombo dos Carrapatos, professores, alunos, pró-reitores e do reitor da Dom Helder, Paulo Umberto Stumpf SJ.

“A especulação imobiliária quer se apropriar das terras tradicionais para o lucrar, para vender e para higienizar a cidade”, disse Andréia de Jesus. “Quando a gente fala que somos resistência é porque somos sobreviventes de um processo que jamais pensou na libertação do nosso povo. A abolição da escravatura foi uma tentativa, um acordo para que não houvesse a reforma agrária. Ou seja, as terras onde os negros já estavam trabalhando, construindo a vida e a sociedade jamais seriam propriedade deles. A abolição da escravatura serviu para expulsar ainda mais os negros. Vocês estão livres, saiam correndo e sumam”, disse a deputada, reforçando que, até hoje, os negros lutam para garantir o mínimo de reparação.

Andréia informou que são 800 quilombos autodeclarados em Minas. Conseguir a demarcação e o título coletivo é o grande desafio.

Valores

Reitor da Dom Helder, Paulo Umberto Stumpf destacou na abertura do seminário que a defesa do meio ambiente e dos direitos humanos são valores que a instituição assumiu desde a origem.

“Sabemos que direitos humanos, historicamente, se confundem e se misturam com as lutas e causas das populações e grupos sociais mais fragilizados e vulneráveis. Infelizmente, mesmo os afrodescendentes sendo a maioria no nosso país, eles continuam sendo considerados fragilizados. Isso porque as instituições, de forma conservadora, inclusive o direito, dificultam a emancipação social e humana dessa população”, analisou.

Stumpf  ainda comemorou o resultado da pesquisa recente apontando que os jovens negros e pardos são maioria nas universidades públicas, representando 50,3% do total de alunos. “Sabemos que no Brasil essas universidades estatais sempre foram elitizadas. O ensino público superior nesse país foi, excessivamente, elitizado em favor dos brancos”, disse o reitor, citando em seguida que a Dom Helder desenvolve parceria com a ONG Educafro, com oferta de bolsas de estudos a afrodescendentes.

Um dos idealizadores do Afrodom, o pró-reitor de Pós-Graduação Sebastien Kiwonghi Bizawu disse que encontrou na Dom Helder o apoio para criar e desenvolver o projeto, coordenado pelo professor Pedro Matos.

Repúdio

Diretora da mantenedora, Valdênia Geralda de Carvalho repudiou, na abertura do seminário, a atitude do deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP), que arrancou da parede, rasgou e pisou em uma imagem do cartunista Carlos Latuff, em que aparecia um policial, com uma arma fumegante na mão, e um rapaz negro estendido no chão, algemado e com a camisa do Brasil. No cartaz, lia-se a frase “o genocídio da população negra”.

“Ato sórdido de um deputado federal em um país em que 75% das vítimas de homicídios são negros. E nós sabemos que o genocídio da juventude preta, pobre e favelada e o genocídio das mulheres negras são causados, sobretudo, por agentes públicos, pelas forças policiais e pelos agentes de segurança. Nosso repúdio ao vandalismo do deputado Coronel Tadeu”, disse.

Afrodom

O Centro de Estudos Afro Brasileiros da Dom Helder Câmara (Afrodom) é uma iniciativa que busca promover e divulgar a cultura africana e seu impacto no processo evolutivo e de democratização da sociedade brasileira. Promove a difusão das realidades culturais, econômicas, jurídicas, políticas e socioambientais do continente africano, visando o resgate das relações históricas milenárias entre o Brasil e a África.

EMGE

*O DomTotal é mantido pela Escola de Engenharia de Minas Gerais (EMGE). Engenharia Civil conceito máximo no MEC.
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