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27/11/2019 | domtotal.com

Cresce apoio popular a impeachment de Trump que faz piada sobre o assunto

Apoio líquido dos norte-americanos ao impeachment tem aumentado continuadamente, mas a maioria dos republicanos, que controlam o Senado, ainda é contra

Donald Trump durante o perdão ao peru
Donald Trump durante o perdão ao peru "Butter" (Reuters/Loren Elliott)

O apoio popular ao impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem crescido de maneira constante nas últimas semanas, à medida que um comitê da Câmara dos Deputados tem conduzido audiências televisionadas, de acordo com uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nessa terça-feira (26). Indiferente a isso, Trump fez piada sobre o impeachment ao perdoar "Butter" um peru de 21 quilos durante uma tradição anual de Ação de Graças na Casa Branca. 

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A última pesquisa, realizada entre segunda e terça-feira, mostrou que 47% dos adultos nos Estados Unidos acreditam que Trump "deveria sofrer o impeachment", enquanto 40% disseram que ele não deveria. O resultado, combinado com pesquisas Reuters/Ipsos nas últimas semanas, mostrou que o número de norte-americanos que querem o impeachment do presidente vem sendo cada vez maior do que os que não querem. 

Pouco antes das audiências começarem no dia 13 de novembro, a pesquisa Reuters/Ipsos mostrou que o "apoio líquido" ao impeachment, que consiste na diferença entre o número dos que apoiam o impeachment e o número dos que opõem, era de 3 pontos percentuais. 

Essa cifra subiu para 4 pontos após a primeira semana de audiências, depois para 5 pontos no início da segunda semana. A última pesquisa mostra que o apoio líquido ao impeachment está agora em 7 pontos.

Artigos do impeachment

Se artigos do impeachment forem aprovados pela Câmara, que é controlada pelos democratas, o Senado, que é controlado pelos correligionários republicanos de Trump, realizará o julgamento que decidirá ou não pela condenação de Trump e remoção do cargo. Os republicanos têm se mostrado pouco dispostos a remover Trump, que busca a reeleição em 2020. 

Trump nega qualquer irregularidade e classifica o inquérito como uma farsa ou esforço dos democratas para reverter o resultado das eleições de 2016. A opinião pública sobre o impeachment continua dividida entre os partidos, com cerca de oito entre cada 10 democratas sendo favoráveis ao impeachment de Trump, e oito entre cada 10 republicanos sendo contrários. 

A pesquisa Reuters/Ipsos foi conduzida online, em inglês, ao redor dos Estados Unidos. O levantamento obteve respostas de 1.118 adultos, incluindo 528 democratas, 394 republicanos e 111 independentes. Ela tem um intervalo de credibilidade – uma medida de precisão – de 3 pontos percentuais.

Trump faz paida

Donald Trump usou nessa terça-feira (26) o alto poder de seu cargo para perdoar "Butter" um peru de 21 quilos durante uma tradição anual na Casa Branca onde também fez piadas sobre a investigação liderada pelos democratas para demovê-lo do cargo. 

Tanto Butter quanto seu reserva "Bread" escaparam do destino de se tornar o prato principal no banquete de Ação de Graças e foram enviados a uma reserva especial no Estado da Virgínia. Em cima de um palco no Rose Garden, Trump disse que as aves foram criadas para se manterem calmas sob "qualquer condição". 

"O que será muito importante pois elas já receberam intimações para aparecer no porão de Adam Schiff na próxima quinta-feira", brincou, fazendo referência ao presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados, que lidera o inquérito sobre se Trump deveria ou não ser investigado por ter pressionado a Ucrânia a investigar um de seus adversários políticos. "Parece que os democratas estão me acusando de pegar muito leve com o peru. Mas Bread e Butter, eu deveria dizer que, diferente das outras testemunhas, eu e vocês nos conhecemos." 

Enquanto outros presidentes ocasionalmente garantiram comutações aos perus, começando com Abraham Lincoln, foi um outro presidente republicano, George W. Bush, que deu início ao ato oficial de poupar uma das aves, de acordo com a organização Constitution Center. O antecessor de Trump, o democrata Barack Obama, é creditado por criar a tradição de fazer piadas durante o perdão oficial do presidente. 

Como tudo começou

O processo gira em torno de uma ligação telefônica de 25 de julho na qual Trump pediu ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, que investigasse o pré-candidato democrata à Presidência Joe Biden e seu filho Hunter Biden, além de uma teoria da conspiração desacreditada e promovida por Trump de que a Ucrânia, e não a Rússia, teria interferido nas eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos. Hunter Biden havia trabalhado para uma empresa ucraniana de energia. 

Democratas acusam Trump de abusar de seu poder ao reter US$ 391 milhões  em auxílio de Segurança para pressionar um aliado vulnerável dos Estados Unidos para interferir em uma eleição norte-americana ao tentar buscar informações que poderiam comprometer seus adversários políticos. 


Reuters / Dom Total

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