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03/12/2019 | domtotal.com

Ação da PM em Paraisópolis é criticada e Doria passa por saia justa

Personalidades premiadas reprovam operação que deixou nove mortos em um baile funk

Viela da comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, onde pessoas morreram pisoteadas durante tumulto após ação da Polícia Militar
Viela da comunidade de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, onde pessoas morreram pisoteadas durante tumulto após ação da Polícia Militar (Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi colocado em uma situação desconfortável em evento promovido pelas revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro, nessa segunda-feira (2), em São Paulo. Personalidades premiadas pelas publicações criticaram a operação da Polícia Militar do estado, na madrugada de domingo (1), que deixou nove mortos em um baile funk em Paraisópolis, na zona sul da capital.

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“Quando a vida de nove jovens é destruída, a gente falha como sociedade. Como paulista e como brasileira eu me sinto envergonhada. Peço desculpas a essas famílias”, afirmou a deputada Tabata Amaral (PDT-SP), durante a entrega do prêmio Brasileiros do Ano, em um casa de shows em São Paulo. A parlamentar foi premiada como a Brasileira do Ano na Política. “No nosso Brasil que ainda é tão desigual, a cor da nossa pele determina não só o tamanho dos sonhos, mas o das nossas vidas”, disse a deputada.

Outro homenageado da noite, o apresentador José Luiz Datena também lembrou do ocorrido em Paraisópolis, que qualificou como uma operação “absurdamente injusta e inaceitável”, e emendou: “Cidadãos brasileiros que merecem seu espaço, eles só são lembrados quando acontece alguma tragédia”. Após a fala, Datena foi um dos poucos a não ser cumprimentado pelos políticos presentes no palco, entre eles Doria, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o senador Álvaro Dias (Podemos-PR).

Doria evitou a entrada principal do evento, em meio a um pequeno protesto promovido por três mulheres, que carregavam cartazes com os dizeres “Doria genocida do ano” e “Dallagnol fascista do ano” - em referência ao procurador Deltan Dallagnol, também premiado.


Agência Estado/Dom Total



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