Brasil Política

10/12/2019 | domtotal.com

Bolsonaro envia Mourão para posse de novo presidente argentino

Desde a campanha eleitoral no país vizinho, ele estabeleceu uma relação difícil com Fernández, cuja vice-presidente é a ex-presidente Cristina Kirchner

O presidente brasileiro fez diversas críticas a Fernández, que respondeu às primeiras falas de Bolsonaro, mas depois passou a ignorá-las
O presidente brasileiro fez diversas críticas a Fernández, que respondeu às primeiras falas de Bolsonaro, mas depois passou a ignorá-las (Daniel Garcia/AFP)

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro voltou atrás e decidiu enviar o vice-presidente Hamilton Mourão para a posse do presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, nesta terça-feira (10). A decisão do presidente foi confirmada pelo porta-voz da Presidência, general Otávio do Rêgo Barros. O vice-presidente, escalado de última hora, embarcou na noite dessa segunda-feira (9) para Buenos Aires.

Inicialmente, Bolsonaro havia escalado o ministro da Cidadania, Osmar Terra, para representá-lo na posse de Fernández, isso depois de ter dito, logo após a eleição argentina, que não iria mandar ninguém. No último final de semana, o presidente decidiu que Terra não iria mais e, a princípio, o Brasil seria representado apenas por seu embaixador em Buenos Aires, Sérgio Danese.

Na manhã dessa segunda-feira, ao ser perguntado se o governo brasileiro não enviaria ninguém para a posse, Bolsonaro disse que estava "analisando a lista de convidados" do novo presidente argentino, mas que o comércio com o país vizinho continuaria da mesma forma.

Desde a campanha eleitoral no país vizinho, Bolsonaro estabeleceu uma relação difícil com Fernández, cuja vice-presidente é a ex-presidente Cristina Kirchner. O presidente brasileiro fez diversas críticas ao novo presidente argentino, afirmando que sua eleição poderia transformar a Argentina em uma nova Venezuela. Fernández respondeu às primeiras falas de Bolsonaro, mas depois passou a ignorar as críticas.

Fernández convidou para sua posse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que não deve comparecer -, a ex-presidente Dilma Rousseff e outros expoentes da esquerda latino-americana, como o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, e o ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, que renunciou ao cargo há um mês.


Lisandra Paraguassu/Reuters

EMGE

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