Brasil

11/01/2020 | domtotal.com

Ministério da Agricultura interdita cervejaria em Minas Gerais

Governo notifica cervejaria Backer a prestar esclarecimentos e solicita o recolhimento dos produtos

Segundo a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, foi identificada a substância
Segundo a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, foi identificada a substância "dietilenoglicol" em amostras de cerveja pilsen, marca Belorizontina (Michael B. Stuart/ Unsplash)

O Ministério da Agricultura interditou nesta sexta-feira, 10, a Cervejaria Backer, fabricante da cerveja Belorizontina. Em nota, a pasta informa que, segundo a Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, foi identificada a substância "dietilenoglicol" em amostras de cerveja pilsen, marca Belorizontina, lotes L1 1348 e L2 1348. "Na mesma oportunidade, foram determinadas ações de fiscalização para a apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado", disse em nota.

"Auditores fiscais federais agropecuários - nas especialidades farmacêutica, química e de engenharia agronômica - prosseguem apurando as circunstâncias em que ocorreu a contaminação verificada pelas autoridades policiais nos lotes indicados, a fim de dar pleno esclarecimento à população dos fatos."

Ainda conforme a pasta, análises laboratoriais seguem sendo realizadas nas amostras coletadas pela equipe de fiscalização das Superintendências Federais de Agricultura. "Além disso, mais de 16 mil litros de cervejas foram apreendidos cautelarmente. Novas informações serão prestadas após os resultados das análises laboratoriais feitas pelo Mapa."

Esclarecimentos

A Cervejaria Backer foi notificada, nesta sexta-feira, 10, pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a prestar esclarecimentos no prazo de dois dias úteis sobre a contaminação de dois lotes da cerveja Belorizontina, com a substância dietilenoglicol.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou recolher os produtos e a suspensão da comercialização. A ordem foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira.

A empresa está sendo investigada depois de um laudo da Polícia Civil mineira ter relacionado a substância tóxica no produto à morte de uma pessoa e a internação de outros oito consumidores.

No comunicado, a Senacon também solicita o recolhimento dos produtos para vistoria e compartilhamento de segredo industrial. A Backer deverá informar ao órgão quais são os estados em que os lotes foram distribuídos e programar uma campanha de recolhimento.

De acordo com assessoria de imprensa da cervejaria, foram produzidos ao todo 66 mil garrafas, 33 mil em cada um dos lotes: L1 1348 e L2 1348. O laudo é preliminar e, segundo a Polícia Civil mineira, ainda não é possível cravar que a responsabilidade seja da cervejaria.

Na última quinta-feira, a Polícia Civil e a vigilância sanitária mineira anunciaram que uma perícia em amostras da cerveja encontrou uma substância tóxica "compatível com os quadros clínicos desenvolvidos por oito pessoas", segundo o jornal "Estado de Minas". Segundo a secretaria de Saúde do Estado, o laudo "comprova a presença de substância tóxica em cerveja consumida por pacientes internados em estado grave".

A Polícia Civil de Minas Gerais apontou que os lotes L1 1348 e L2 1348 estavam contaminados com dietilenoglicol, substância usado em serpentinas no processo de refrigeração de cervejas. A empresa produziu 33 mil garrafas em cada uma das remessas.

Em nota, a Backer informou que "a substância não faz parte do processo de produção da cerveja belorizontina". Mas que, "por precaução, os lotes em questão citados pela Polícia Civil, e recolhidos na residência dos consumidores citados, serão retirados imediatamente de circulação, caso ainda haja algum remanescente no mercado".

A Backer também afirma "estar à disposição das autoridades para contribuir com a investigação e tem total interesse que as causas sejam apuradas, até a conclusão dos laudos e investigação".


Agencia Estado



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