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13/01/2020 | domtotal.com

Esquerda forma coalizão para enfrentar Netanyahu nas eleições de Israel

Comissão no Parlamento vai examinar pedido de imunidade feito pelo primeiro-ministro

O premiê de Israel Benjamin Netanyahu é candidato nas eleições de março
O premiê de Israel Benjamin Netanyahu é candidato nas eleições de março (POOL/AFP)

O partido trabalhista israelense Gesher e o partido de esquerda Meretz anunciaram uma aliança para as eleições parlamentares de 2 de março, com o objetivo de derrotar o primeiro-ministro conservador Benjamin Netanyahu. Em comunicado, os líderes do Gesher, Amir Peretz, e do Meretz, Nitsan Horowitz, informaram que vão apresentar uma lista conjunta chamada "Emet ("Verdade") nas próximas eleições.

O comunicado acrescenta que "Peretz e Horowitz querem transmitir uma mensagem de união e de esperança de mudança política que será o coração social e a direção política do futuro governo, após o fim da era Netanyahu".

Esta é a terceira vez em um ano que o país terá eleições legislativas. Desta vez, estão sendo convocadas após o fracasso de Netanyahu e de seu rival de centro Benny Gantz de formarem uma coalizão, após as eleições de setembro.

A oposição de esquerda busca se unir para evitar que o partido da situação, o Likud, no poder desde 2009 e envolvido em três casos de corrupção, ganhe as eleições em março.

Com seis e cinco cadeiras na disputa de setembro, respectivamente, Gesher e Meretz querem formar uma lista comum para assegurar que ambos superem o limite mínimo de votos (3,25% do total nas urnas), exigido pelo sistema de representação proporcional israelense para se ingressar no Parlamento.

Revés

Em outro desafio para o primeiro-ministro, um comitê do Knesset, o Parlamento israelense, decidiu criar outro comitê para examinas o pedido de imunidade de Netanyahu, como pediam os rivais do político, que é acusado de corrupção em três casos e candidato nas eleições de março.

A oposição alega que o pedido de imunidade de Netanyahu, apresentado no início de janeiro, seja examinado antes das legislativas. O consultor jurídico do Parlamento, Eyal Yinon, apoiou o pedido da oposição no domingo.

Ainda não se sabe quando ele vai se reunir. Se não recomendar imunidade, o pedido de Netanyahu será rejeitado. Mas, se não se opuser a ela, os deputados poderão se reunir para decidir a respeito.

Uma eventual rejeição do pedido de Netanyahu poderia acelerar os casos abertos contra ele, acusado de "corrupção", "peculato" e "abuso de confiança" em três casos, com o risco de o julgamento coincidir com a campanha eleitoral.


AFP

EMGE

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