Meio Ambiente

13/01/2020 | domtotal.com

Vulcão La Cumbre entra em erupção na Ilha de Galápagos, no Equador

Referência para a fauna e flora, parque nacional serviu para pesquisas de Darwin

Erupção do vulcão La Cumbre na ilha equatoriana de Galápagos
Erupção do vulcão La Cumbre na ilha equatoriana de Galápagos (Parque Nac. de Galapagos/AFP)

Atualizada às 17h22

O Parque Nacional de Galápagos (PNG), no Equador, anunciou na noite de domingo que o vulcão La Cumbre, na ilha Fernandina de Galápagos, registra uma fase eruptiva e lança lava para fora de sua cratera. O arquipélago serviu de laboratório para o naturalista inglês Charles Darwin desenvolver sua Teoria da Evolução das Espécies.

Embora Fernandina não seja habitada por seres humanos, "seu valor ecológico é muito alto, porque seus ecossistemas abrigam espécies únicas, como iguanas terrestres e marinhas, cobras, ratos endêmicos, corvos-marinhos que não voam, pinguins", disse o PNG, responsável pela reserva natural a 1 mil quilômetros da costa do Equador.

O PNG acrescentou que as primeiras imagens registram uma fissura ao longo da borda sudeste da cratera de 1.476 metros de altitude e mostram "fluxos de lava descendo para a costa" de uma das ilhas mais jovens de Galápagos.

O Instituto Geofísico da Escola Politécnica Nacional explicou que o vulcão apresentou "uma nova agitação sísmica e subsequente erupção". "Depois do evento sísmico de magnitude 4,7 M ocorrido às 16h42, foram registrados 29 eventos, cuja magnitude permaneceu abaixo de 3,1", relatou a instituição. A última atividade eruptiva deste vulcão ocorreu há 19 meses (16 a 18 de junho de 2018), precedida por outra em 4 de setembro de 2017, de acordo com o Instituto Geofísico. 

"Hoje se dirigem à costa para verificar se a lava entrou no mar", disse o ministro do Meio Ambiente, Raúl Ledesma, em sua conta de Twitter, sem dar maiores detalhes, mas as autoridades destacaram a importância de monitorar o processo eruptivo a fim de avaliar e registrar as mudanças que o fenômeno pode produzir no ecossistema da ilha.

Na tarde desta segunda-feira (13), o Instituto Geofísico informou que "nas últimas horas, o nível de atividade sísmica, a emissão de gás vulcânico e as anomalias térmicas diminuíram significativamente, indicando uma redução rápida da atividade eruptiva", destacou o organismo em seu boletim mais recente.

O PNG anunciou que vai continuar monitorando esse processo eruptivo para registrar as mudanças que ocorrem no ecossistema das Ilhas Galápagos, Patrimônio Mundial por sua flora e fauna únicas no mundo. O arquipélago recebeu o nome das tartarugas gigantes que chegaram três ou 4 milhões de anos atrás a essa região vulcânica do Pacífico Sul.


AFP/Reuters

EMGE

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