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23/01/2020 | domtotal.com

Em Davos, Guaidó pede ajuda contra 'ditadura' de Maduro na Venezuela

Visita a Davos coincide com o primeiro aniversário de sua autoproclamação como presidente encarregado da Venezuela

Opositor venezuelano Juan Guaidó, em entrevista coletiva no Parlamento Europeu, em Bruxelas, em 22 de janeiro de 2020
Opositor venezuelano Juan Guaidó, em entrevista coletiva no Parlamento Europeu, em Bruxelas, em 22 de janeiro de 2020 (AFP)

Um ano depois de ter sido reconhecido por cerca de 50 países como presidente encarregado da Venezuela, o opositor Juan Guaidó pediu, nesta quinta-feira (23), aos líderes mundiais reunidos em Davos ajuda contra a "ditadura" de Nicolás Maduro.

"Hoje - e por isso estamos aqui -, não podemos sozinhos. Enfrentamos um conglomerado internacional, criminoso e precisamos de sua ajuda", afirmou Guaidó, em um discurso na sala de conferências do Fórum Econômico Mundial que acontece em Davos, na Suíça.

Sua visita a Davos coincide com o primeiro aniversário de sua autoproclamação como presidente encarregado da Venezuela, realizada em 23 de janeiro de 2019, em Caracas.

"Europa, Grupo de Lima, Estados Unidos: estamos todos reunidos para conseguir uma eleição livre, real, transparente. Nos mobilizamos vez e outra e vamos continuar fazendo isso", afirmou.

Um ano depois da autoproclamação de Guaidó, sua ofensiva contra o governo Maduro parece estancada, apesar do apoio internacional, que inclui os Estados Unidos, os 25 países da União Europeia e vizinhos da região, como Equador e Colômbia.

Em seu discurso, Guaidó apresentou um panorama sombrio para a Venezuela, país que enfrenta - segundo ele - "uma tragédia sem precedentes".

"A Venezuela não é um país em guerra. Não ouvimos as bombas, mas sentimos o pranto, a dor das mães", declarou.

Violando uma proibição de sair do país, Guaidó viajou esta semana para a Colômbia e, de lá, seguiu para a Europa. O líder opositor venezuelano já se reuniu com autoridades britânicas no Reino Unido, e com representantes europeus, em Bruxelas.

Em Bogotá na segunda-feira, Guaidó foi recebido com honras de chefe de Estado e se reuniu com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que lhe prometeu um maior apoio em sua luta para tirar Maduro do poder.

"Temos uma relação ativa, amistosa [com Juan Guaidó] (...) Estamos sempre buscando novas iniciativas para que esta grande coalizão continue crescendo e que possamos ver eleições livres na Venezuela em breve", disse o presidente colombiano, Iván Duque, na terça-feira.

O pedido de Guaidó é o mesmo. "Apoio para conseguir eleições livres e justas e para lutar contra a ditadura", reiterou ele, em entrevista ontem à rede BBC.

Em Bruxelas, na quarta-feira, a União Europeia expressou seu "firme apoio" a Guaidó. O venezuelano foi recebido pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Também ontem, em Davos, o presidente espanhol, Pedro Sánchez, reuniu-se com Duque e com o presidente do Equador, Lenín Moreno. Os três trataram "da situação na Venezuela, onde são urgentes eleições livres e democráticas", conforme tuíte em sua conta oficial.



AFP



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